Abundância

Estava no mercado ainda agora, e fiquei muito feliz quando vi que o fígado estava na promoção. Além de ser apaixonada pelo gosto – que, entendo, não é pra todos – acredito nos antigos, e antigamente o fígado era consumido como tratamento para anemia e outras “fraquezas” do sangue. De lá pra cá, muita coisa mudou, especialmente a forma como os animais são criados. É triste saber que, dependendo da procedência (e essas coisas de checar firme a procedência quando você tem orçamento são complicadas rs), o fígado pode ser contaminado pela forma como o boi viveu. A alimentação, antibióticos e outras toxinas do modo bizarro com que a agropecuária funciona nas últimas décadas afetam a saúde dos animais, e podem fazer com que consumir fígado não seja uma boa ideia. De qualquer forma, tendo a não acreditar em tudo que leio na internet, e sendo apaixonada por fígado e pelos costumes que aprendi ao longo da vida, fui direto para a geladeira de miúdos.

Estava escolhendo as bandejas, quando uma moça me perguntou “isso é o que?”. Eu respondi e ela começou a falar sobre como comprava aquilo pro cachorro. Senti uma pontada no coração. Pro cachorro? Nada contra os catioríneos, e inclusive adoro, mas é triste pensar na quantidade de gente no mundo que teria a dieta enriquecida por um pedaço de fígado. Daí é triste pensar como estes costumes – sobre ervas, temperos, legumes e carnes – vão sendo esquecidos através do tempo, com o crescimento da industria farmacêutica e dos alimentos processados. Pega uma carne, qualquer uma, dá uma roupagem bonita e pronto, é moda. E então aquele corte específico – antes relegados as camadas menos abastadas da sociedade – passa a custar caro e ser acessível somente por quem tem mais dinheiro. Com a rabada foi assim. Com a sardinha também. Uma começou a aparecer em pratos da cozinha contemporânea, reportagens no jornal e pronto, o preço subiu vertiginosamente. A outra virou comida saudável, rica em ômega 3, maravilhosa para uma porção de coisas. Ainda se acha sardinha a preços razoáveis, mas nunca mais ela foi tão acessível e comum quanto antigamente.

E então eu estava lá, com minha bandeja de fígado na mão, pensando em como um fígado fresco, de um bicho criado feliz, seria muito mais saboroso. Eu estava lá pensando no quanto aquela carne me lembra infância, e pras pessoas de maneira geral aquilo é a rapa do tacho. É coisa de pobre. É comida de cachorro. E é triste essa associação. É triste quando o valor da comida é atrelado a essa ideia de poder de compra, e é triste que a sociedade funcione assim. Pensando nessas coisas tristes, me veio uma coisa muito feliz: isso é abundância. Eu ficava pensando que abundância e prosperidade tinham a ver com alcançar mais, fosse mais dinheiro ou sucesso ou qualquer coisa do tipo. Não de uma forma capetalista, pensava eu, de uma forma boa e saudável. Aí eu estava lá, fígado na mão, e me bateu de uma vez que não é sobre ter mais, ganhar mais, alcançar mais. É sobre ser o mais feliz possível com o mínimo possível. Comer quando der fome. Beber quando der sede. Valorizar a água e a comida, valorizar a vida e os acontecimentos.

Isso não é sobre se conformar. Não é sobre aceitar calado o que não concorda ou quer para a vida. Se a gente consegue se sentir pleno, próspero e cheio de abundância com o que temos agora, a vida se encaminha. Se você é feliz com o que tem em todos os momentos, nada te abala. Me senti feliz e plena com a realização de que minha alimentação e a forma como me relaciono com o mundo tem a ver com esses costumes e conhecimentos que me vieram, do que com qualquer noção de alimentação saudável do mundo contemporâneo. Por me sentir assim, senti a abundância que existe na minha vida e no meu lar: sempre temos o que comer e beber. Começamos a plantar nossos alimentos. Vibramos positivo no mar de caos da sociedade. E isso é suficiente pra encostar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, sabendo que corro atrás dos meus sonhos na minha própria velocidade. Essa é a verdadeira abundância!

Mais do que qualquer mudança de vida, é tudo sempre muito mais interno: a realidade é o reflexo de como nos relacionamos com ela.

Sunday meal prep: preparando a comida da semana

vegetais
imagem meramente ilustrativa para despertar sentimentos felizes hahahaha

A algum tempo atrás estava fuçando a internet, encontrei em diversos sites e fóruns uma porção de dicas sobre o tal sunday meal prep, em tradução literal, “preparo de comida no domingo” (ainda estou procurando um termo curto em português que resuma isso de um jeito legal haha). A ideia é preparar ou pré-preparar a comida da semana toda na tarde de domingo, garantindo uma alimentação saudável e ajudando a evitar os lanches e besteiras processados. Achei a ideia super interessante, porque trabalho de casa e amo cozinhar, ou seja, passava horas todos os dias na cozinha. Se me fazia feliz? Definitivamente, mas consumia um tempo que poderia ser utilizado em outras atividades. Mantendo o amor pela cozinha e adicionando praticidade, passamos algumas horas na cozinha no domingo e durante a semana é só montar os pratos! Para deixar um pouquinho de cozinha pra semana, optamos por não deixar o café da manhã pronto (normalmente comemos omelete), reservando para ele somente o pré-preparo dos ingredientes (limpar o espinafre, cortar o presunto e o queijo, picar a cebolinha).

Tentamos fazer isso desde o início do ano, mas somente nas duas últimas semanas (a anterior e esta que começou hoje) atingimos o nirvana da alimentação! hahaha As comidas são todas excelentes, e comemos com a certeza de manter nossa alimentação saudável e funcional.

sunday meal prep pode ser adaptado de acordo com as necessidades e dieta da sua família, funcionando para qualquer quantidade de pessoas. Aqui somos dois almoçando e jantando todo dia, mais um jantando quase todo dia. Deixamos as porções separadas em potes na geladeira e no congelador, e tem funcionado muito bem até agora. Um erro que cometemos nas semanas anteriores foi não pensar em lanches e snacks pré ou pós corrida. Para resolver o problema, passamos a comprar mais frutas e esta semana optamos por incluir um bolo e um pão de aveia (deliciosos e super saudáveis).

O segredo para não enjoar, não cansar e conseguir deixar tudo pronto em poucas horas é optar por receitas com bom rendimento. Esta semana, por exemplo, uma das receitas é a lasanha de berinjela. É fácil de montar, rende bastante e não consome muito tempo. Enquanto ela estava no forno, Matheus fazia a outra receita, estrogonofe de fígado com batata baroa sauté. Para acompanhar os dois pratos comemos uma salada simples e clássica, composta de alface, tomate, cebola, vinagre e gergelim. É importante guardar a salada sem tempero, senão ela murcha e vai embora. Agora que estamos entrando no ritmo desta rotina, quero começar a pensar em molhos e ingredientes diferentes na salada, para enriquecer cada vez mais os pratos.

Outro ponto importantíssimo para o sucesso da empreitada é a organização: só vamos a feira e ao mercado com uma lista, e otimizamos nosso tempo procurando especificamente pelo que precisamos. Buscamos usar hortaliças da estação, o que garante preços mais baixos e um sabor muito melhor. Respeitar a natureza e seus recursos é uma forma simples de economizar e se preocupar com o planeta.

No mais, é colocar a mão na massa! Escolha suas receitas favoritas, teste o que funciona e faça projeções realistas sobre quantidades. Comece a observar o que você come ao longo do dia (incluindo as besteiras e processados haha), e aos poucos vá trocando os industrializados pela versão feita em casa. Quanto mais natural e menos industrializado, melhor para a saúde!

Se você segue alguma dieta restritiva, não se aperreie: preparar sua comida é a melhor forma de garantir que tudo funcione corretamente. Aqui não temos muitas restrições, mas passar a preparar a comida toda nos afastou de uma porção de coisas que não queríamos mais consumir regularmente, como alimentos processados, pães, massas, e demais derivados do trigo. Focamos em uma vibe mais low carb, com muitos vegetais e proteínas maneironas em casa refeição. Como a restrição não é extrema, cabe uma fatia de bolo ou pão de aveia todo dia, pro intestino funcionar bonito! hahaha

E aí, quem anima um domingo gastronômico? Estamos ainda no início da semana, então dá tempo de pesquisar e se organizar pro próximo! Boa sorte para todos nós! 😀

O resgate da ráfia

Começando pela informação triste, todos os dias uma quantidade enorme de plantas é jogada no lixo. Seja porque não estão mais bonitas como quando compradas, seja porque secaram no supermercado esperando serem levadas para casa, ou ainda por motivos de mudança e relacionados. Muitas destas plantas já foram desta para melhor, mas em outros casos, um pouquinho de cuidado é suficiente para que elas voltem ao auge. Este é o caso da Dorinha, nossa nova palmeira ráfia (sim, aqui damos nome pra tudo. A pimenteira, por exemplo, chama Elis haha)!

Dorinha chegou aqui em casa com muitas folhas secas e queimadas, tomando todo o vaso. Muita poeira nas folhas e uma carinha triste que só vendo:

Minha mãe – que é também minha mestra no mundo das plantas, e quem resgatou Dorinha e trouxe para nós – me explicou o que fazer para trazer a planta de volta a vida: podar sem dó tudo que estivesse seco, deixando somente as folhinhas verdes. Desta forma, a ráfia tem espaço para se recuperar e crescer de maneira saudável. Com muito amor e paciência, tirei um tempinho do domingo para dar este dia de beleza para a plantinha.

Depois da tosa e do banho (além da rega umedeci também os caules, conforme minha mãe me explicou. Quem tem a palmeira em vaso dentro de casa precisa fazer isso de vez em quando nos caules e nas folhas, usando um borrifador. Desta forma, elas não queimam e não ressecam, mantendo a planta nos trinques), eis uma foto de Dorinha:

Bonita, vivona e pronta pra crescer feliz!

Com tudo, fica a dica: viu um vaso no lixo com uma planta meio caída? Leve pra casa! Se a plantinha está viva, com um pouco de amor e dos cuidados corretos, ela pode brilhar novamente! Ainda não entendo muito sobre plantas, e pentelho minha mãe o tempo todo perguntando coisas, então se tiverem alguma dúvida, comente aqui e eu passo pra ela. 😀

Conforme eu disse no meu texto anterior sobre jardinagem, não é preciso muito para começar. E é como dizem por aí: o lixo de uns é a riqueza de outros. Minha sala é muito mais viva e colorida agora que Dorinha veio abrilhantar o ambiente. <3

Como não se sentir um loser com o final de Janeiro?

Janeiro é um mês esquisito. A gente começa cheio de ideias e planos, no gás, e logo se depara com uma triste realidade: o ano só começa depois do Carnaval. Mesmo que não espere o carnaval para engatar, Janeiro é um mês mais morto do que o meu manjericão (triste, eu sei, mas vou superar haha), e tudo fica lento até Fevereiro chegar. Daí é aquilo: existem as coisas que são possíveis começar, e existem aquelas que dependem de fatores externos a nós. O mês terminou e eu estava aqui com a sensação de não ter feito tanto quanto poderia ou gostaria. Fiquei ligeiramente decepcionada comigo, até parar e analisar o começo do ano mais a fundo. Na realidade, fiz uma porção de coisas boas em Janeiro, e o que não começou (ainda) foi pensado mesmo pra ser diluído ao longo do ano. Algumas das coisas que aconteceram no primeiro mês do ano:

  • Voltei a desenhar. Essa foi a coisa mais insana pra mim. Tinha deixado de desenhar a zilhões de anos atrás, e não me via voltando. Não que eu seja nenhuma gênia do desenho ou a minha abstenção tenha tido algum impacto, mas, sendo bons ou ruins (quem liga?), o importante é que eu fiz. Deixei fluir, mesmo sobrepensando e tentando encontrar sentido. Até agora tem sido excelente.
  • Comecei a correr. Essa semana completamos um mês correndo. Consigo ver o progresso acontecer, e sinto que muito em breve conseguirei correr o percurso todo (por hora vamos intercalando caminhada e corrida, pro corpo acostumar e meus joelhos não morrerem hahaha).
  • Aos poucos estamos conseguindo implementar nosso plano de fazer a comida da semana toda no domingo. Tô aqui feliz da vida que a janta já está pronta (e linda e maravilhosa).
  • Fizemos uma estante pras plantas, ganhamos algumas mudinhas, compramos outras e aos poucos a casa vai tendo o verde que eu gostaria que ela tivesse.
  • Participamos de um workshop de Python e estamos – mais lentamente do que eu gostaria haha – estudando a linguagem.
  • Começamos uma rotina matinal que tem sido fantástica: meditação, automassagem e banho antes de começar o dia. Me sinto mais tranquila e consciente, e a ansiedade passa cada vez mais longe.

Essas são só algumas das coisas. Com tudo isso em mente (e todas as outras vitórias diárias), fiquei pensando:

Porque tendemos a diminuir nossos feitos, enxergando sempre o lado ruim?

Vivemos em uma sociedade (infelizmente) movida a competição. Ninguém liga para o caminho, o importante é chegar. Tanto faz se o passeio é bom ou ruim, se a vida é boa ou ruim, porque nossa noção de bom e de ruim é contaminada pela competição. Ninguém quer ser melhor pra si, todo mundo quer ser melhor que os outros. Nisso, mesmo mudando o pensamento, mesmo abraçando a vida, mesmo feliz e apaixonado pelo que se tem, alguma parte de nós – essa partezinha que cresceu em sociedade, que sofreu a influência da mídia e da competição – tende a se sentir inferior, e a analisar o canteiro do vizinho pelo verde da grama, ignorando o tempo de cuidado e manutenção que aquilo demandou para crescer. A gente enxerga o resultado e compara nossa caminhada a ele, e não a caminhada alheia. Some a isso a ideia de talento, de dom, de sucesso, e nos pegamos achando que nada é bom o suficiente, que não temos o que é preciso, que somos incapazes frente a vida.

Diversas vezes ao longo do tempo larguei coisas que queria muito fazer, porque não tinha a paciência a resiliência necessárias para aprender. Eu começava as coisas achando que quem é bom acerta de primeira, sem compreender que esse “ser bom” toma prática, toma tempo, toma autoconfiança e perseverança.

E então terminou janeiro. E por um tempinho bem pequeno fiquei achando que eu era uma loser, que eu não tinha feito nada, que o mês tinha corrido e me deixado pra trás, até eu parar e olhar de fato o que eu fiz, enxergando as coisas como caminhos, como etapas, e não como atividades fechadas nelas mesmas. Para além disso, entender que as coisas podem ser feitas só por serem divertidas, sem uma utilidade ou propósito. O tempo “”útil””, aliás, se relaciona também com a competição e com o modo como a sociedade funciona, condenando o tempo livre, a atividade pelo prazer, a alegria de viver.

Tá, mas e a resposta pra pergunta no início do texto?

Como não se sentir um loser com o final de Janeiro? É muito simples: enxergue as coisas pelo que elas são, e não pelo que você gostaria que tivessem sido. Sem frustração e sem desânimo, entendendo seu próprio ritmo, seus processos e a velocidade como as coisas acontecem naturalmente. Colocar essa lente da expectativa faz tudo parecer menor e menos importante. Mas tudo é caminho. Cada passinho, mesmo que lento. Quando olho pra Janeiro como um todo, vejo uma porção de inícios, alguns hábitos que já não me imagino sem, e mais uma porção de possibilidades para o restante do ano. São os tais dos baby steps que vivo falando, passinhos pequenos mas constantes. De vez em quando, feito um bebê aprendendo a andar, tropeçamos ou não sabemos muito bem para onde ir, e é justamente nessa hora que mais precisamos nos reconectar com a pureza infantil: a cada tropeço levantar mais forte, mais confiante, com mais sabedoria e conhecimento. Se você anda se sentindo um loser, chuta esse sentimento pra longe. Perdedor mesmo é quem nem tenta. Quem tenta e erra já é um vencedor, só por ter levantado da cadeira e começado. 😀

Como começar uma horta em casa gastando muito pouco

Tudo começou na semana passada, com a vontade (e a ação) de encher a casa de plantas. Uma das coisas que queria muito fazer aqui no apê era plantar coisas que a gente pudesse consumir, entre temperos, tomates e coisinhas possíveis de se ter num apartamento (graças a internet e a minha mãe, todo dia descubro mais uma possibilidade hehe). Pensando em qual parte do espaço conseguiria fazer isso, tive a ideia de comprar uma estante, daquelas de madeira bem baratinhas, e colocar no canto da sala (originalmente, a vontade era enfiar estante de planta em todos os cantos possíveis HAHA). Nossa ida a loja não rendeu estante, mas também não foi em vão: no meio do caminho encontramos uma cama toda desmontada, no lixo. Fomos remexer, e uma vizinha da vila fez questão de nos contar que era uma cama de Jacarandá. Com minha mentalidade roceira, já pensei logo “lá vem a criatura querendo me vender o que ia pro lixo”. Só que não. Era só mais uma velhinha simpática, aleatória e falante ligeiramente além do limite, como encontro bastante aqui pela Tijuca. 😛

Pegamos as madeiras e trouxemos pra casa. A estante estava ali, só não montada ainda. Uma porção de ripas e partes que variam entre um tom turquesa e a madeira crua, clarinha, exatamente como uma outra prateleira que tinha parada por aqui e também entrou na dança. Eis o resultado:

Gostei muito da vibe “resto de obra”, e também da cor das ripas (incluindo os descascados hehe). Com tudo, a estante custou menos de R$ 2,00, que gastamos pra comprar pregos (só depois de pronta pensei que seria muito melhor furar tudo com a furadeira, mas aqui aprendemos fazendo, então a próxima será melhor hahaha). Encontrar camas, estantes e tábuas de madeira no lixo não é difícil (o lixo aqui da Tijuca é bem bom, de maneira geral haha), uma vez que vivemos em uma sociedade que prioriza a compra e não o conserto. Sendo assim, quem sabe quantas estantes mais conseguiremos montar sem gastar quase nada?

Fiquei pensando que meu primeiro impulso foi comprar a estante, ao invés de fazer (ou ao menos comprar as partes), e fico feliz por não ter achado na loja, e ter tido a oportunidade de montar esse Frankenstein lindão. Além da estante, outras coisas que usamos no plantio são reutilizadas ou feitas para outro propósito:

  • Mexo a terra com a mão ou com uma das colheres da cozinha. Como diz o ditado, “lavou tá nova”.
  • Nosso regador é uma garrafa d’água toda furadinha na tampa. Dessa forma consigo regar as sementeiras sem afogar as plantas ou bagunçar a terra.
  • A terra por hora foi comprar, mas vou começar a buscar na casa da minha mãe (terra maravilhosa, rica, compostagem e felicidade hahaha), assim como alguns vasos que ela não usa mais.
  • Os vasinhos que vieram com algumas mudinhas que compramos estão neste momento sendo pintados, assim, conseguimos vasos bonitões e exclusivos sem gastar muito dinheiro.
  • Potes de sorvete, de manteiga e vasilhas sem tampa rendem excelentes vasinhos, basta fazer furinhos no fundo pra drenar. Você pode não somente pintar, mas também decorar com glitter, lantejoulas, o céu (e o gosto) são o limite. Eu curto coisas coloridas e minimalistas, então saí colocando triângulos e bolinhas em tudo, aproveitando a cor do fundo. hauahaua (segue exemplo abaixo :B).
  • As sementeiras são feitas de caixas de ovo. Achei elas muito fofas nesse azul, e usei hoje pra plantar tomates e tomatinhos (fica pra outro post hehe).
  • Temos um caixote de feira parado que vai virar uma hortinha. Caminhando próximo a hortifrutis e mercadinhos a noite é possível encontrar caixotes no lixo. Eles podem ser usados sem pintar, totalmente pintados ou com padrões (pretendo deixar parte colorida, parte na madeira \o/).

Em resumo, fica a mensagem, que vale para qualquer ideia ou projeto: você precisa de bem menos dinheiro do que imagina para começar as coisas. A ação, a vontade e a intenção são muito mais importantes! Com o mindset correto enxergamos o mundo com outra perspectiva, e vemos oportunidades onde os outros muitas vezes veem lixo. Que tal se, ao invés de pensar em todos os problemas que te impedem de começar, você focar em todas as habilidades e materiais que já tem? Tenho aprendido muito ao longo do tempo a começar de onde estou, sem projetar futuros, sem jogar minha preguiça (que existe e é grande HAHA) em qualquer outra coisa que não seja eu. Lógico que existem projetos e ideias que dependem de investimento financeiro, mas mesmo estes não precisam ficar parados enquanto o dinheiro não vem. Organizar e projetar – sem cair na falácia do plano que nunca sai do papel – não custam dinheiro, e ajudam muito quando a grana finalmente vem. Enxergar o lado positivo e criar soluções onde os outros criam problemas leva a gente muito mais longe. Pode ser a mudança de vida, pode ser a mudança de hábitos, pode ser a hortinha em casa, o importante é levantar e fazer! \o/

 

Você tem fome de quê? – Como melhorar sua relação com a comida

Pesquisas recentes apontam que as pessoas falham em mudar sua alimentação por um motivo muito simples: o foco é somente na mudança, na comida, e a saúde mental é deixada completamente de lado. Mais do que levar em consideração os processos que se desenvolvem na mente de quem está acima do peso (depressão, ansiedade, etc), a relação com a comida é também deixada completamente de lado. Em prol de um padrão que só serve para frustrar e abalar a autoestima, a cada ano mais pessoas são levadas a dietas mirabolantes, regimes impossíveis de exercícios e metas inalcançáveis a curto prazo. Mais do que isso, as pesquisas apontam também que a chance de abandonar uma mudança brusca rapidamente e voltar aos hábitos anteriores é muito grande, especialmente sem essa camada da saúde mental, imprescindível para uma mudança duradoura. Muitas pessoas chegam, inclusive, a adotar hábitos ainda piores, se sentindo frustradas e incapazes de viver uma vida mais saudável.

Pensando nisso, e na minha própria relação com a comida, resolvi listar alguns tópicos que me ajudaram muito ao longo dos anos. Para quem aí não sabe, sofri com distúrbios alimentares na adolescência, problemas que até hoje me atrapalham em questões relacionadas a autoimagem. O trabalho até aqui não foi fácil, mas a partir do momento que enxerguei as coisas como processos gradativos, tudo ficou um pouco mais fácil. Como gosto de repetir sempre, o importante é dar um passinho de cada vez, com consciência e foco. Tendo a motivação correta e tirando o peso da frustração, somos capazes de promover grandes revoluções na nossa vida. Vamos lá!

1 – O que você come?

Como é a sua alimentação hoje? Quantos destes alimentos você escolhe ativamente comer, e quantos são fruto de hábitos ou costumes antigos? Você dá prioridade para coisas mais naturais, ou se alimenta prioritariamente de alimentos processados e industrializados? Observar o que comemos é muito importante para estabelecer o gostaríamos de comer. Um exercício que eu adoro é dividir as comidas em felizes e tristes. Para definir a qual grupo cada coisa pertence, uso perguntas como as seguintes:

  • Esta comida é feita por máquinas ou por humanos?
  • Ao entrar no meu corpo, isso vai fazer bem ou mal ao seu funcionamento?
  • Esta comida me deixa plenamente feliz, ou me sinto mal (fisica ou psicologicamente) ao consumir?

Uma comida feliz é aquela que alimenta o corpo e a mente. Um prato bonito e colorido, o pão quentinho da padaria, uma fruta ou uma salada com meus vegetais favoritos. Uma comida triste é aquela que não alimenta, dando somente o prazer momentâneo. Entram aqui os refrigerantes, biscoitos recheados, frituras e comidas industrializadas de maneira geral. É gostoso? Definitivamente, mas para por aí. Se a comida não causa nada além do prazer que experimentamos quando comemos, então é triste. Pode parecer feliz, no momento, mas o peso que ela traz (e digo peso psicológico, não físico) não compensa.

Fazendo essa divisão, conseguimos entender em que pé está a nossa alimentação no momento, e se andamos consumindo mais alimentos tristes ou felizes. Com essa base, conseguimos estabelecer metas possíveis e, mais do que isso, tornar nossa alimentação o que deve ser: uma coisa boa, positiva, feliz, que nos dá energia para desempenhar as tarefas do dia-a-dia e nos torna mais alegres e dispostos. Com isso em mente, seguimos para a próxima pergunta. 🙂

2 – Porque você come?

Qual é a principal função da alimentação no presente momento? Você come pelo prazer momentâneo, ou mantém o foco no panorama completo? Você faz as refeições com horários estabelecidos, ou faz uma porção de lanchinhos ao longo do dia? Você come por compulsão? Para afogar as mágoas? Para entender nossa relação com a comida e como podemos melhorar, é importante entender porque comemos o que comemos, e partir disso para construir hábitos que se encaixem na nossa rotina e façam sentido para a vida que levamos (e que queremos levar).

Ao longo do ano retrasado, estava me recuperando de uma depressão. Passei os primeiros meses do ano sem apetite, sem sentir o gosto de nada, e quando o apetite voltou, comi tudo que tive vontade. Não me culpo por isso, pois minha mente estava se recuperando. Engordei uns 30kg ao longo dos meses, e fui aos pouquinhos parando de fazer exercícios. No final do ano, me sentia inchada, triste, sedentária e sem energia. A dificuldade para percorrer a pé percursos que antes eram fáceis me fez despertar: o problema não era comer. O problema era o que, como e porque eu estava comendo, e o quanto isso estava influenciando o restante da minha vida. Para sair desse ciclo – que sei ser muito comum para a maioria das pessoas – investi numa mudança de perspectiva. Foi aí que comecei a dar preferência aos alimentos felizes, comecei a aumentar um pouquinho o percurso a pé todos os dias e me desafiar constantemente. Algumas perguntas:

  • Porque você consumiu sua última refeição? Pense seriamente sobre o que estava no prato e porque este alimento chegou lá.
  • O que a comida representa na sua vida? Você come para ter energia, ou desconta tristezas e frustrações na comida?
  • Como é a relação da sua família com a alimentação? Como eram seus hábitos na infância, e o que disso você traz para a vida adulta?

3 – Como você come?

A hora da refeição é sagrada para você? Você come em um ambiente tranquilo, com foco na mastigação e intenções positivas sobre a comida? Ou anda almoçando com o celular na mão, ou enquanto faz outras atividades? Pode parecer papo de gente new-age-good-vibes, mas faz toda a diferença quando queremos mudar nossos hábitos. Existem incontáveis histórias de gente que entra em dietas muito restritivas ou mirabolantes, e assalta a geladeira compulsivamente no meio da noite. A maioria das pessoas come muito mais do que precisa, por comer rápido demais e não dar tempo ao organismo de se sentir saciado e processar o que foi consumido.

Como comemos diz muito sobre nosso momento atual. Comer é prazeroso mesmo, e o importante é não tirar o prazer, mas mudar o foco. Se normalmente o prazer mora em comer muitos doces ou salgadinhos, ou sentar e bater um pratão cheio de batata frita, não pense que não é possível sentir o mesmo com um monte de legumes ou frutas. Comer bem é um ato de amor próprio, nos dá força e confiança para continuar. Sem restrições extremas, sem dietas absurdas, mas com consciência real do que vai no prato e de como nos alimentamos. As perguntas deste item são:

  • Quanto tempo você dispõe para cada refeição?
  • Você come quando sente fome, ou se guia somente pelos horários?
  • Você costuma mastigar muito rápido? Se sente pesado e desmotivado ao final das refeições, ou cheio de energia?

Algumas dicas para ajudar

Agora que expliquei as três perguntas (o que, como e porque), é hora de analisar os resultados. Se as respostas foram prioritariamente negativas e se você de alguma forma chegou a este texto, é porque sabe que a hora de promover mudanças é agora! Independente de qual for o seu foco (emagrecer, ser mais saudável, se alimentar melhor) ou em que parte do caminho você esteja, tenha em mente que a revolução não está somente no que é consumido, mas numa abordagem mais holística, que envolve o como e o porque. Estas perguntas são preciosas para analisarmos nosso estado mental e conseguir estipular rituais que possam realmente ser seguidos, sem ansiedade e sem peso, tendo em mente que uma mudança lenta é muito melhor do que mudança nenhuma. Com isso tudo na caixola, vamos ao que interessa!

Cozinhe com atenção e amor

Sempre que possível, cozinhe alguma coisa com atenção plena! Para quem já tem o costume de cozinhar, a ideia é tirar a vibe automática da ação, cozinhando com consciência e atenção. Coloque amor na comida, intenções positivas, pense porque aquilo te alimenta e no que te ajuda no dia. Para quem não tem o costume, a internet está recheada de receitas e vídeos para todos os níveis de conhecimento. Que tal transformar isso em um ritual? Pode ser um super almoço todo final de semana, ou o preparo das marmitas da semana no domingo. Coloque intenção, vontade, foco e amor em tudo que fizer (mesmo que seja só descascar uma maçã haha).

Diminua o tamanho do prato

Acha que come demais? Diminua o prato! Parece bobo, né, mas faz toda a diferença. Ao colocar a comida em pratos gradativamente menores (“gradativo” é a palavra, nada de sair de um prato fundo para um de sobremesa no dia seguinte :P), vamos tomando consciência do que nos deixa saciados, sem exageros desnecessários.

Pesquise sobre o que você come

A internet é uma ferramenta maravilhosa, que pode ajudar muito a mudar a alimentação. Comprou um legume ou tempero? Pesquise seus benefícios, quais vitaminas ele possui e no que ele ajuda seu corpo. Comprou um biscoito? Faça o mesmo! Pesquise os ingredientes e para o que cada um deles serve. Tornando esta busca um hábito, você aprende muito sobre a função de cada alimento, e sobre o que pode te ajudar em problemas específicos (um chazinho calmante antes de dormir, uma vitamina que dá muita energia de manhã e por aí vai).

Medite antes das refeições

Esta é especial para quem sofre com a compulsão, come rápido demais ou não consegue manter a atenção na comida. Feche os olhos por alguns minutos e foque na sua respiração. Almoça com a galera do trabalho? Não tem problema, o banheiro está aí para nos dar privacidade! hahahaha

Faça substituições inteligentes

É apaixonado por chocolate? Não precisa abrir mão! Quando retiramos bruscamente da rotina algo que gostamos muito – seja pela razão que for – a chance de voltar é muito maior. Então procure chocolates com mais cacau, barrinhas menores e por aí vai. É possível encontrar versões mais saudáveis – e tão saborosas quanto – de todos os alimentos. Pesquise, se divirta, experimente e encontre o que mais combina com você.

Foque nos alimentos naturais

Se alimentar de frutas, legumes, verduras e grãos é muito mais barato do que acreditamos. Tire da cabeça essa ideia de que se alimentar de maneira saudável é caro! A natureza nos dá tudo que precisamos, por um valor muito menor do que a indústria. Encontre uma feira perto de casa, ou um hortifruti com bons preços, e vá ser feliz. Foi a feira e comprou uma porção de coisas felizes? Então vai comer um pastel com caldo de cana pra fechar! “Mas como assim, pastel? Pastel é fritura!”. Sim, é! E não tem problema nenhum consumir de vez em quando. Não é sobre cortar tudo, é sobre ter mais consciência. Isso inclui vez ou outra comer um pastel de feira ou aquela pizza que você ama. Com o tempo vamos nos adaptando e entendendo a função e o momento para cada coisa! No mais, o pastel foi feito por humanos (mais um pontinho! haha) e o caldo de cana tem uma porção de benefícios para a saúde (olha aí uma ótima oportunidade de pesquisar!).

Com paciência e amor conseguimos construir uma relação muito melhor com a comida. Se perdoe, tire o peso, crie boas motivações e perceba sua evolução com o passar do tempo. Não vale se frustrar! Se alguma coisa não deu certo, tente encontrar outro esquema que funcione. É pra ser divertido e prazeroso, não derrubacional! haha E aí, qual vai ser o primeiro passinho? 🙂

 

Hoje corri pela primeira vez

A muitos e muitos anos eu tinha vontade de correr. Toda vez em que cheguei perto de tentar, coloquei algum empecilho e desisti, mantendo somente a caminhada. Eu sentia por dentro uma vergonha gigantesca, fruto da minha timidez (que apesar de superada, vez ou outra se mostra presente) e inseguranças em relação ao corpo. Tinha por dentro a ideia de que todo mundo ficaria olhando pra minha cara, de que as pessoas ririam porque sou desengonçada, enfim, o pacote inteiro das afirmações que contamos para nós mesmos quando nos autossabotamos. A autossabotagem foi, aliás, um dos principais fatores que me afastou de sequer tentar. E então eu era essa pessoa, que vira e mexe pesquisava zilhões de coisas sobre corrida, mas desistia sempre que chegava o momento de fazer de fato.

Um dos meus focos do ano é ser mais saudável. Esse foco foi herdado do ano passado, e percebo que já é fixo na lista, por um motivo muito simples: há sempre mais a ser feito. Ter saúde vai muito além de comer bem e fazer exercícios, tem a ver também com saúde mental, com autoestima e por aí vai. Estas coisas são sementes, que precisam ser regadas constantemente para que a planta cresça e vire árvore. Sei por dentro que enquanto mantiver este foco, as raízes de cada hábito serão cada vez mais fortes e profundas. Com isso em mente, escolhi uma atividade que parece super divertida, mas que infelizmente só volta das férias em fevereiro (quando começar conto como foi). O que fazer com o mês de janeiro? Como começar a me desafiar ainda este mês? A resposta veio das conversas com o noivo: vamos começar a correr. Eu queria fazer, ele também, temos roupas e calçados adequados e essa motivação toda do ano que se inicia. É importante investir em algum dos focos ainda em janeiro, para firmar os alicerces do ano, então a ideia parecia excelente.

A sensação no primeiro dia de corrida

Precisávamos sair para buscar o violão do Matheus no conserto (a aproximadamente 1.8km daqui), então unimos o útil ao agradável: corremos o caminho de ida, caminhamos o de volta (um percurso que já fazemos normalmente a pé). Como base pra não fazer besteira e se lesionar (um pavor haha), usamos o guia do NY Times. Uma das recomendações era o método do atleta olímpico Jeff Galloway, o run-walk-run (do inglês, correr-andar-correr). O nome é autoexplicativo, e é exatamente isso mesmo: na média para iniciantes, corremos 10-30 segundos para cada 1-2 minutos caminhando. Como nenhum de nós usa relógio e deixamos o celular em casa (e no mais, contar tempo é muito chato :P), medimos tudo de maneira diferente, nos desafiando até pontos próximos (ex: um ponto de ônibus, uma árvore, etc).

Se achei que ia morrer em alguns momentos? Definitivamente, mas foi tudo extremamente positivo. Eu aguento muito mais do que imaginava. Consigo me desafiar e cumprir os desafios. Me sinto viva, feliz e motivada. Nem reparei se alguém afinal olhou pra minha cara ou riu de mim. Vencer meus limites era importante demais e tomou todo o meu foco durante o percurso. Achei que morreria de vergonha e nunca mais ia querer correr na vida. Achei, na verdade, que nem fosse conseguir começar. Dá um frio na barriga, uma moleza, a sensação de que não somos capazes. Se você aguentar por alguns segundos, só alguns segundos a mais, a sensação é substituída pela certeza de que você consegue. Mesmo que por alguns segundos. Os primeiros viram mais na segunda vez, e um pouco mais na terceira. Antes que a gente se dê conta, serão minutos, quem sabe horas? Tenho ao final deste dia uma certeza: com a motivação correta – de autocuidado, de amor ao corpo que tem, de se sentir mais forte, saudável e confiante – qualquer um é capaz de começar qualquer coisa na vida. Depois que se começa, com a motivação certa, tudo acontece, e é mágico.

Quando foi a última vez que você desafiou algum dos seus limites? <3

Organizando o guarda roupas para uma vida mais feliz

Tudo começou no ano passado quando arrumei meu armário pela primeira vez em mais de ano. De início tirei um saco imenso de roupas para doação, mais outro com aproximadamente uns 15 pares de sapato. Tudo isso tinha sido comprado a muito tempo, muita coisa nem foi usada, e nenhuma das peças refletia minha personalidade, gostos e ideais atuais. Achei insano, quando arrumei a primeira vez, como nos apegamos a coisas que não cabem, não caem bem, enfim, peças que nunca veem a luz do sol. Pode ser uma roupa que servia e de repente ficou apertada. Pode ser que – como eu – você tenha emagrecido, mas acumule roupas do tempo em que tinha mais peso. As vezes o gosto mudou com o tempo porque crescemos, amadurecemos e nos conhecemos melhor. De qualquer forma, acumular no armário roupas que não são usadas é prática comum. Quem nunca lançou a velha frase “não tenho naaadaaa pra vestir” com um armário cheio de roupas?

A segunda arrumação foi próxima a mudança. Fui obrigada a avaliar tudo, afinal, estava indo para uma casa nova. Não queria trazer coisas que não fosse usar, uma vez que morar com alguém significa não ter mais o armário inteiro só pra mim e, para além disso, o desapego e a função da roupa tem sido questões para mim ao longo dos últimos anos. No final da segunda arrumação, mais um saco enorme de roupas foi embora, junto com mais alguns sapatos. Coisas que eu gostava mas não usava a anos, ou que comprei no impulso mas não tinham de fato a ver comigo. O mais impressionante pra mim foi que a maior parte da segunda leva de doações foi também composta por coisas compradas a muuuito tempo atrás, em sua maioria em brechós, bazares e mercados de pulgas. Já não é de hoje que me preocupo com a origem do que uso (quem produz, quais são as condições de trabalho, a qualidade dos tecidos e etc), e nessa de me preocupar, acabei dando preferência as roupas usadas: se a coisa já foi usada, me asseguro de que não estou contribuindo ativamente para um mercado que não concordo, nem financiando a exploração desumana de quem trabalha nas confecções da Índia, Indonésia e relacionados. Só que existe essa camada que ninguém diz: comprar muito em lojas/feiras de segunda mão ainda é comprar muito.

Com tudo, me mudei carregando dois sacos grandes de roupa (incluindo roupas de cama, toalhas e etc) e meio saco de sapatos. Ainda não era suficiente. Queria ter um guarda roupas funcional, que refletisse meus pensamentos e personalidade, que funcionasse de verdade e tornasse fácil a tarefa de sair de casa minimamente arrumada (se deixar, visto um saco e amarro na cintura HAHAHA). Depois da primeira e da segunda arrumações, a coisa tomou outra forma: agora olho uma peça sem dó, sem apegos emocionais, e consigo pensar racional e rapidamente se aquilo faz sentido e será de fato usado. Eu, a pessoa que tinha o armário abarrotado, sou agora possuidora de menos de 30 peças de roupa, e já me coçando pra mais uma arrumação em que muito disso vai entrar na roda e ser doado. Me sinto leve e feliz, porque olho agora e tudo faz sentido, todas as partes de cima combinam com todas as partes de baixo, os sapatos são confortáveis e funcionais e as peças refletem de fato a pessoa que eu sou: sempre pronta pra aventuras e passeios envolvendo longas caminhadas, faça chuva ou faça sol, sem perder o estilo.

Mas o que é “roupa funcional”?

Quando penso em roupa funcional, me vem uma ideia muito simples: é uma roupa que funciona acima de qualquer moda ou tendência, e que reflete a personalidade de quem usa. O que isso significa vai depender de cada um, mas em resumo, as peças funcionam entre elas, não cansam, são feitas para durar e casam com o estilo de vida de quem usa. Pra mim, isso significa botas de trekking, calças e saias confortáveis de cintura alta e crop tops. Para quem trabalha em empregos mais formais, pode ser calça ou saia social, camisa de botão e sapato fechado. Alguém realmente precisa de 20 calças e 40 blusas diferentes? Com certeza dá pra viver, ser estiloso e bonitão com muito menos do que isso!

E como eu monto um guarda roupa funcional?

Com paciência, consciência, foco e sangue frio! HAHA Gostei muito desse esquema de arrumar o armário três vezes, e vou compartilhar com vocês o porquê:

Primeira arrumação

Na primeira arrumação, foque em separar as peças que você nunca usa. Nessa fase ainda estamos apegados e tristonhos por nos desfazer delas, é normal, então é bom se desfazer do que realmente nunca usamos pra engrenar as outras duas fases. Se você não usa a roupa nunca, existe uma razão que talvez você não perceba. Pode ser que aquela peça lindíssima não caia bem, ou a roupa esteja apertada e esperando você emagrecer os últimos quilinhos, mas não faz sentido manter guardada. Pense que cada roupa a menos é um espaço a mais, que futuramente pode se transformar em uma peça que realmente faça sentido para você. Neste estágio, é importante não comprar roupas. Mais pra frente você entenderá o porquê. 🙂

Segunda arrumação

Dê um espaço de duas semanas a um mês entre uma arrumação e outra. É importante para acostumar nossa cabeça ao desapego e facilitar a segunda fase. Nesta etapa, faça uma avaliação fria sobre cada peça que sobrou: você usa muito de vez em quando? Ela combina com as outras roupas? Ela faz sentido para a pessoa que você é agora, ou foi uma compra feita a muito tempo? Você realmente se vê usando esta peça? Se ela só for usada muito de vez em quando, não for uma roupa que você realmente ama ou não fizer sentido com as outras peças, é hora de dar tchau. Para certas roupas pode ser doloroso (quase morri me desfazendo dos meus vestidos vintage hahaha), mas mantenha em mente o que eu disse antes: cada roupa a menos é um espaço a mais, para você dar vazão a pessoa que está construindo agora! Como o povo diz, quem vive de passado é museu. 😉

Terceira arrumação

Se você aguentou firme durante a segunda fase, tenho certeza que na terceira sua cabeça será outra! Uma coisa mágica acontece quando nos desfazemos do que não faz sentido: nossa mente vai também se desanuviando, e começamos a enxergar a arrumação com outros olhos. Ao invés do apego e do medo de se desfazer que temos no início, somos tomados por uma vontade muito grande de reduzir cada vez mais nosso armário, além de uma facilidade muito maior em enxergar o que faz ou não sentido. Na terceira arrumação, com o armário mais vazio, já somos capazes de olhar e perceber o que funciona, o que não funciona e o que pode funcionar. Gostei muito, nessa fase, de fazer o que chamei de Condicional: se a peça parecia fazer sentido, mas por alguma razão não era muito usada (ou nunca usada rs), a condição de permanência no armário era usar mais de duas vezes no mês posterior a arrumação. Não foi usada? Coloquei mais de uma vez, mas acabei não saindo com ela? Então tchau! Se você vê aquela peça que é linda e quer dar mais uma chance, coloque na condicional. Uma dica: se você não usou até agora, provavelmente ela não vai passar. hehe

Algumas perguntinhas que ajudam a avaliar as peças:

  • Esta peça combina com minha personalidade e ideais?
  • Sou apaixonadíssimo por esta peça de roupa, ou ela não me traz felicidade?
  • Qual foi a última vez que usei essa peça?
  • Se eu só pudesse ter minhas 20 peças favoritas, esta estaria na lista?
  • Esta peça funciona com as outras (cor, modelo, etc)?
  • Esta peça faz eu me sentir maravilhosa?

Menos roupas = mais alegria!

Organizar o armário pode ser muito difícil, especialmente se o nosso acúmulo é ligado a alguma questão emocional. Passei dificuldades financeiras quando era mais jovem, e vejo nisso uma das razões para a minha dificuldade em me desfazer de roupas e sapatos. Bate um aperto no peito, uma sensação estranha, como se eu nunca mais fosse ter condições de ter as coisas, ou um desastre financeiro fosse acontecer na minha vida amanhã e gerar arrependimento por ter me desfeito. Identificar a raiz do que nos estimula a consumir é essencial para mudar os hábitos, renovar as crenças e seguir em frente. Me sinto muito mais feliz ao abrir o armário agora e ver que ele casa perfeitamente com a pessoa que sou hoje do que me sentia a alguns meses atrás, antes desta grande arrumação. Ainda não cheguei no objetivo, mas me percebo a cada dia mais próxima. Além de todos os benefícios e praticidade, um armário mais vazio é mais fácil de arrumar e manter arrumado, o que ajuda muito. Dê uma chance a renovação: comece hoje mesmo a construir sem guarda roupa funcional. A felicidade é garantida!

Uma recomendação para terminar

A algum tempo comecei a ler sobre o método da fofíssima Marie Kondo, mas na época estava enroladíssima e não consegui me aprofundar. Comecei hoje a assistir a série original do Netflix Tidying up with Marie Kondo e estou amando: a cada episódio ela ajuda uma família a reorganizar a casa, desentulhar o espaço e organizar a bagunça. É pra chorar, pra rir, pra se identificar e aprender mais sobre este método tão falado de organização. Não deixem de assistir! 😀

Como criar rituais duradouros e mudar sua rotina

No texto anterior falei sobre como criar focos ao invés de resoluções de ano novo, e citei a criação de pequenos rituais, que nos ajudam a mudar a rotina e introduzir novos hábitos. A ideia é muito simples: quando dividimos um foco, que é um objetivo maior,  em tarefas e rotinas menores – o que chamamos aqui de rituais – fica muito mais fácil construir mudanças a longo prazo. Para criar os rituais, é importante ter uma lista de focos que realmente faça sentido para você, que falem com seu coração e realmente reflitam a vida que você gostaria de levar. Como sou louca-apaixonada por papel, escolhi um caderno para ser meu Caderno das Realizações, onde anotei meus focos e rituais. O objetivo é ir preenchendo o caderno com a evolução dos processos, para poder ter uma visão das mudanças no final do ano. É importante ter uma ferramenta deste tipo, pois a partir do momento em que anotamos, a coisa toma corpo no mundo real, e nos sentimos mais motivados para continuar seguindo. Fiz uma lista para ajudar a desenvolver rituais que realmente funcionem e consigam ser mantidos ao longo do ano:

1 – Uma coisa de cada vez

Adotar um novo hábito não é tarefa fácil, especialmente quando diz respeito a mudanças mais profundas. O segredo é escolher um foco de cada vez, e não se sobrecarregar de mudanças. Quando mudamos muita coisa de uma vez, a chance de desistir no meio do caminho é muito maior. Adote um ritual hoje, outro daqui a um mês e por aí vai. Não existem regras ou prazos: quando você se sentir confiante sobre um ritual, adicione outro e aumente gradativamente o grau de dificuldade.

2 – Não dê passos maiores do que as pernas

Você é completamente sedentário, mas resolveu criar um ritual que envolve uma hora de exercício por dia? A chance de se sentir morto no dia seguinte e não conseguir dar continuidade é muito grande. Mudanças grandiosas não acontecem da noite pro dia, e é importante dar espaço para nosso corpo e mente se adaptarem. Que tal incluir 10 ou 20 minutos de caminhada no dia? Quando sentir que ficou fácil, aumente mais dez minutos. Antes que você perceba, está caminhando quilômetros. Isso vale para qualquer tipo de foco: quer juntar dinheiro? Comece com um pouquinho por mês. Quer mudar de carreira? Reserve um tempinho toda semana para pesquisar e estudar suas possibilidades.

3 – Não se martirize

A ideia dos rituais é tirar o peso da mudança, e fazer as coisas de forma suave e significativa. Por isso começamos com tempos menores e tarefas mais fáceis. A vida é corrida, problemas acontecem e nem sempre conseguimos realizar a tarefa no horário ou da maneira que planejamos. Não se martirize por isso! É como diz a frase: feito é melhor que perfeito. A continuidade e a consistência são mais importantes neste ponto do que a qualidade. Nem sempre as coisas na prática se desenrolam como planejamos, mas se nos mantivermos firmes no objetivo, tudo dá certo no final.

4 – Divida os focos em listas curtas

O foco é uma coisa muito abrangente, e costumeiramente nos sentimos perdidos e sem saber por onde começar. Sente com calma e pense em quais são os passos para a concretização daquilo. Liste estes passos e pense em quais rituais você pode adotar para alcançar cada um deles. Por exemplo: ano passado um dos meus focos era me mudar. Para isso, precisei reavaliar minha relação com o dinheiro, analisar onde estava gastando e como podia melhorar e ser mais econômica. Um dos meus rituais – que se relacionava também com o foco de ser mais saudável – era preparar a comida que levava pro trabalho. Com isso, comecei a economizar uma grande quantidade de dinheiro, e passei a analisar meus gastos com mais cautela (comida e besteiras, essencialmente. A muitos anos sou mão de vaca sobre compras e gastos hahaha). Entre o ano passado e esse ano, passei da pessoa que chegava ao meio do mês sem um tostão, a pessoa que consegue guardar um dinheirinho todo mês. Nada disso seria possível se tivesse feito a mudança de estalo. Os rituais e a percepção do caminho foram essenciais para chegar onde estou agora.

5 – Mantenha a atenção no caminho e celebre as pequenas vitórias

O resultado dos focos e rituais mora muito mais no caminho do que na chegada. Perceber a mudança é maravilhoso e muito motivador. Ao invés de olhar ansioso para o final da linha, mantenha a calma e celebre as pequenas vitórias. Cada passo caminhado para frente é um passo a mais na direção do objetivo. Anote no caderno as pequenas realizações, os motivos para ser grato pela vida e as sensações que cada ritual te causa. Lembre-se sempre que é sobre a caminhada, não sobre a linha de chegada.

6 – Medite

A meditação nos ajuda a aumentar nossa paciência, nos torna mais resilientes, focados e tranquilos para seguir em frente. Não precisa ser um monge budista para aproveitar seus benefícios: você não precisa de nada além de seu corpo, um lugar tranquilo e alguns minutos para começar. Aqui na Casa das Trevas adotamos o ritual com o início do ano, e neste espírito de ir devagar e sempre, meditamos por cinco minutos no começo do dia. Não tem um espaço tranquilo ou mora com mais pessoas? Vale até meditar no banheiro antes de tomar banho. Sente em uma posição confortável, feche os olhos e mantenha o foco na respiração. Deixe os pensamentos virem e irem embora sem dar muita atenção a cada um deles. Perceba o ambiente, seu corpo, os sons externos, o barulho da sua respiração. Diferente do que se acredita, meditar não é sobre não pensar ou esvaziar completamente a cabeça (isso é, inclusive, biologicamente impossível), mas sobre aprender a deixar os pensamentos virem e irem embora, nos reconectando ao nosso eu interior e aumentando nossa atenção a cada tarefa e acontecimento. A paciência e a atenção plena são construções, e a meditação ajuda muito a continuar construindo. Acha que é demais pra você? Comece com a meditação de um instante. É como eu disse antes: é melhor andar devagar do que continuar parado.

E aí, animado para começar os rituais? Ficou com alguma dúvida? Comente abaixo ou me mande uma mensagem! 😀

Esqueça as resoluções de ano novo

O início do ano é um excelente período para falar sobre focos, rotinas e resoluções. Nesse primeiro mês nos sentimos renovados pelo sentimento de um novo início, e não a toa é neste período que as pessoas começam a – ao menos tentar – por em prática as “resoluções de ano novo”. Infelizmente, as pesquisas apontam que somente 9% das pessoas conseguem manter as resoluções e de fato mudar os hábitos. A sensação de não conseguir ou se sentir capaz de manter as mudanças gera frustrações que podem levar a hábitos e rotinas ainda piores. Quem aí já fez mil listinhas, e terminou o ano sem conseguir mudar nenhum dos itens? Quem nunca abandonou uma mudança no primeiro mês e voltou aos hábitos anteriores?

Ano passado resolvi fazer diferente. Esbarrei com um texto excelente do Zen Habits que trazia uma abordagem diferente às resoluções de final de ano e resolvi tentar. Ao invés de uma lista de coisinhas a serem alcançadas, o objetivo é desenvolver uma lista curta (até 6 itens) de focos para o ano que se inicia. Qual é a diferença entre um item na lista e um foco? Pra mim funcionou assim: se um item na lista seria “me alimentar melhor”, um foco que abrange isso e muito mais é “ser mais saudável”. Com uma ideia mais abrangente do que queremos alcançar, fica mais fácil destrinchar o foco em pequenos rituais, com o objetivo final de criar um hábito verdadeiro e duradouro, longe das “resoluções de ano novo” que morrem com o passar de Janeiro.

Para chegar aos focos, é preciso fazer uma análise rápida do ano que passou e uma mais profunda sobre o que queremos criar para o ano que se inicia. Não perca muito tempo se apegando ao passado, o mais importante do exercício é visualizar o que queremos alcançar a longo prazo, que tipo de vida queremos construir e que tipo de pessoa somos e queremos ser. Pode parecer difícil, mas fica mais fácil conforme construímos essa imagem mental: quem eu quero ser no final do ano? O que essa pessoa alcançou? Quais hábitos fazem parte da vida agora? A resposta vem fácil quando respiramos fundo e nos permitimos sonhar!

O importante é o caminho

Mudanças tomam tempo. Se você se alimenta mal a vida toda, não vai mudar da noite pro dia. Quando nos restringimos além da nossa capacidade no momento, a chance de jogar tudo pro alto é muito maior. Quando o foco realmente fala com o nosso coração e faz sentido para a vida que queremos ter, fica mais fácil destrinchar a ideia em objetivos mais fáceis e rituais simples, criando mudanças realmente duradouras. Sendo assim (e usando ainda o exemplo do “ser mais saudável”, uma das resoluções de ano novo mais comuns), você pode por exemplo adicionar um novo vegetal ou fruta a sua alimentação toda semana. É pequeno, mas tem um impacto muito grande na saúde, além de motivar outras mudanças. Coloque intenções positivas e felicidade na tarefa, e tire o peso da frustração: você adicionou este vegetal porque ele é bonito, é cheiroso, é gostoso, tem uma porção de benefícios para a saúde e por aí vai. Que tal adicionar 10 ou 20 minutos de exercício a sua rotina diária? Não se martirize, nem exagere: é melhor dar um passinho pequeno de cada vez do que continuar parado. Isso vale para qualquer foco!

Uma grande mudança começa com o primeiro passo

Quando somos muito apegados a nossa rotina e afazeres, qualquer mudança parece um desafio enorme, e é aí que mora a importância dos pequenos rituais e, mais do que isso, de investir em um foco de cada vez. Com o tempo, a rotina vai ficando mais natural, e aí podemos incluir novos rituais. É como diz o ditado: devagar e sempre.

O ano passado foi um dos mais incríveis da minha vida. Consegui mudar coisas que não imaginava ser capaz, e ao olhar a lista no final do ano, me senti orgulhosa de tudo que alcancei. O melhor de tudo? Poder repetir o mesmo no início deste ano, e me sentir mais confiante para alcançar mudanças ainda maiores, sem perder a certeza de que o importante é se manter firme, mesmo no que parece pequeno ou desimportante. Quando a procrastinação bater e der vontade de largar tudo, não esqueça: em essência, é só levantar e fazer. Você é mais forte que a preguiça e as adversidades!

Algumas perguntas para ajudar a definir os focos

Para ajudar a definir os focos, traduzo abaixo as perguntas do Leo Babauta, autor do Zen Habits, que me ajudaram muito a definir meus focos para o ano passado e para esse ano:

  • Como quero crescer? O que quero aprender? Quais habilidades e capacidades eu gostaria de desenvolver?
  • Quais áreas da minha vida precisam de uma sacudida? Saúde, relacionamentos, trabalho?
  • No que eu focaria, se eu só pudesse escolher de 4 a 6 coisas para o ano?
  • Se eu estivesse olhando para 2019 daqui a um ano, o que seria fantástico de ver? Quais mudanças me deixariam mais feliz por terem acontecido?

As perguntas, apesar de simples, revelam muito sobre quem somos e o que queremos construir para nós. Para vocês terem ideia, um dos meus focos do ano passado – o mais difícil – era “me mudar”. Aqui estou escrevendo este post no meu apê, a mudança mais forte e impactante do meu ano passado, uma coisa que parecia impossível em Janeiro. Um outro foco era “ser mais saudável”, e apesar de ainda não ter alcançado o patamar que gostaria, ao longo do ano passado passei a me alimentar muito melhor, caminhar muito e melhorar minha relação com a comida. O resultado foi muito mais fôlego, mais de 30kg a menos e preparo físico para encarar trajetos cada vez mais longos. Com um passinho de cada vez, chegamos longe! No próximo post vou falar um pouco mais sobre como faço para transformar focos em rituais, destrinchando cada um deles em metas possíveis, conforme aprendi com o Zen Habits.

E aí, quais são os seus focos para 2019? 🙂