Um mês

Tenho ao mesmo tempo uma saúde de ferro e de isopor. De um lado, resfriados raramente me pegam e qualquer ferida cicatriza na velocidade da luz. Do outro lado, convivo com hidradenite, lipedema, psoríase, dismetria e algumas sequelas de uma fratura no fêmur não tratada na infância (tendinite no quadril e artrose são algumas das minhas companheiras rs). Minha sensação é que se eu parar, paro de vez. Como cresci sem validação para minhas dores e questões, aprendi muito cedo a engolir o choro e seguir em frente. Isso é uma benção e uma maldição: sem isso, eu não seria capaz de fazer tudo que já fiz até aqui, mas com isso tenho também dificuldade para entender o limite. Sempre me impressiono com quem valida as próprias dores e deixa de fazer as coisas por conta delas. Não me foi dada essa opção. Eu sorrio, aceno e sigo em frente. É péssimo e maravilhoso, tudo ao mesmo tempo. Me fez mais resiliente, mas me fez mais sem noção.

Com tudo, escolhi ignorar a realidade do meu corpo e fazer o que queria nos últimos anos. Uma escolha burra, sei bem. Andei de patins como quem tem as pernas iguais, fiz academia sem contar nada pra personal, corri como se pudesse. Terminei mais fudida do que comecei, com meses de intervalo entre as atividades e muitas vezes sem nem conseguir encostar o pé no chão. Uma animal. E então veio aquilo que me fez parar com tudo: morar em uma casa com um piso todo torto. Quem diria que seria isso, e não uma das minhas muitas lesões, que me faria parar e ser obrigada a reavaliar as coisas.

A yoga foi minha grande companheira nos últimos anos. Já tinha feito antes, mas de 2018 pra cá passei a levar a sério e ter uma prática diária. Até o piso torto. Se você já é torta e tem um piso torto, fazer yoga não vai dar certo. Descobri da pior maneira, me lesionando em uma aula simples. O resultado foi praticamente um ano inteiro sem fazer quase nada. Andar foi minha única atividade, e ainda assim saí de 10, 12, 14km por dia pra 3, 4, 5km no máximo. Um ano de quase sedentarismo depois de anos de atividade intensa. Minha saúde sofreu, meu quadril sofreu, meu joelho sofreu. A angústia foi tanta que resolvi correr, e na corrida consegui uma das lesões citadas anteriormente. Ir longe demais me tirou o pouco que eu tinha, e nem andar eu estava conseguindo. Some a isso a morte do único calçado que não me causava dor e pronto, uma espécie nova de sedentarismo tomou conta.

Mudei de casa, e aqui tenho o chão plano. Lisinho, retinho, como deve ser. E então tudo mudou: há um mês minha yoga matinal voltou a fazer parte da rotina. Com ela vieram as longas caminhadas e dias seguidos sem sentir dor. Só quem sente dor constante sabe a benção que é passar dias seguidos sem sentir nada. Sinto que a cada dia tudo vai entrando mais nos eixos. Sem dor eu consigo raciocinar com clareza, consigo sentir, consigo prestar atenção, consigo respirar. Consigo até respirar através da dor, quando ela vem, sem sentir que deveria fazer alguma coisa que não me cuidar e esperar ela passar.

Nem tudo são flores: yoga não é só exercício, sei bem. Bate em toda a minha sensibilidade. Move tudo, tira tudo do lugar. E esse primeiro mês foi também de muito choro, tristeza, confusão, pesadelos. Respiro através e tento chegar do outro lado. Depois de sentir dor por muito tempo, é difícil entender quem somos sem ela. É como se ela passasse a fazer parte do tecido que compõe o ser. Como se a gente não existisse de verdade sem a dor. Mas eu existo. Eu existo. Existo e tento aprender como me amar e me aceitar com tudo que sou. Tento aceitar o que a genética me deu, o que a vida me deu, o que fiz com isso tudo. Tento respirar e acreditar que se eu puxar o ar fundo o suficiente ele vai me ajudar a deixar tudo ir, vai me ajudar a jogar fora tudo que não sou, tudo que não preciso, toda expectativa. Enquanto esse dia não chega, sigo tentando.

Como começar uma horta em casa gastando muito pouco

Tudo começou na semana passada, com a vontade (e a ação) de encher a casa de plantas. Uma das coisas que queria muito fazer aqui no apê era plantar coisas que a gente pudesse consumir, entre temperos, tomates e coisinhas possíveis de se ter num apartamento (graças a internet e a minha mãe, todo dia descubro mais uma possibilidade hehe). Pensando em qual parte do espaço conseguiria fazer isso, tive a ideia de comprar uma estante, daquelas de madeira bem baratinhas, e colocar no canto da sala (originalmente, a vontade era enfiar estante de planta em todos os cantos possíveis HAHA). Nossa ida a loja não rendeu estante, mas também não foi em vão: no meio do caminho encontramos uma cama toda desmontada, no lixo. Fomos remexer, e uma vizinha da vila fez questão de nos contar que era uma cama de Jacarandá. Com minha mentalidade roceira, já pensei logo “lá vem a criatura querendo me vender o que ia pro lixo”. Só que não. Era só mais uma velhinha simpática, aleatória e falante ligeiramente além do limite, como encontro bastante aqui pela Tijuca. 😛

Pegamos as madeiras e trouxemos pra casa. A estante estava ali, só não montada ainda. Uma porção de ripas e partes que variam entre um tom turquesa e a madeira crua, clarinha, exatamente como uma outra prateleira que tinha parada por aqui e também entrou na dança. Eis o resultado:

Gostei muito da vibe “resto de obra”, e também da cor das ripas (incluindo os descascados hehe). Com tudo, a estante custou menos de R$ 2,00, que gastamos pra comprar pregos (só depois de pronta pensei que seria muito melhor furar tudo com a furadeira, mas aqui aprendemos fazendo, então a próxima será melhor hahaha). Encontrar camas, estantes e tábuas de madeira no lixo não é difícil (o lixo aqui da Tijuca é bem bom, de maneira geral haha), uma vez que vivemos em uma sociedade que prioriza a compra e não o conserto. Sendo assim, quem sabe quantas estantes mais conseguiremos montar sem gastar quase nada?

Fiquei pensando que meu primeiro impulso foi comprar a estante, ao invés de fazer (ou ao menos comprar as partes), e fico feliz por não ter achado na loja, e ter tido a oportunidade de montar esse Frankenstein lindão. Além da estante, outras coisas que usamos no plantio são reutilizadas ou feitas para outro propósito:

  • Mexo a terra com a mão ou com uma das colheres da cozinha. Como diz o ditado, “lavou tá nova”.
  • Nosso regador é uma garrafa d’água toda furadinha na tampa. Dessa forma consigo regar as sementeiras sem afogar as plantas ou bagunçar a terra.
  • A terra por hora foi comprar, mas vou começar a buscar na casa da minha mãe (terra maravilhosa, rica, compostagem e felicidade hahaha), assim como alguns vasos que ela não usa mais.
  • Os vasinhos que vieram com algumas mudinhas que compramos estão neste momento sendo pintados, assim, conseguimos vasos bonitões e exclusivos sem gastar muito dinheiro.
  • Potes de sorvete, de manteiga e vasilhas sem tampa rendem excelentes vasinhos, basta fazer furinhos no fundo pra drenar. Você pode não somente pintar, mas também decorar com glitter, lantejoulas, o céu (e o gosto) são o limite. Eu curto coisas coloridas e minimalistas, então saí colocando triângulos e bolinhas em tudo, aproveitando a cor do fundo. hauahaua (segue exemplo abaixo :B).
  • As sementeiras são feitas de caixas de ovo. Achei elas muito fofas nesse azul, e usei hoje pra plantar tomates e tomatinhos (fica pra outro post hehe).
  • Temos um caixote de feira parado que vai virar uma hortinha. Caminhando próximo a hortifrutis e mercadinhos a noite é possível encontrar caixotes no lixo. Eles podem ser usados sem pintar, totalmente pintados ou com padrões (pretendo deixar parte colorida, parte na madeira \o/).

Em resumo, fica a mensagem, que vale para qualquer ideia ou projeto: você precisa de bem menos dinheiro do que imagina para começar as coisas. A ação, a vontade e a intenção são muito mais importantes! Com o mindset correto enxergamos o mundo com outra perspectiva, e vemos oportunidades onde os outros muitas vezes veem lixo. Que tal se, ao invés de pensar em todos os problemas que te impedem de começar, você focar em todas as habilidades e materiais que já tem? Tenho aprendido muito ao longo do tempo a começar de onde estou, sem projetar futuros, sem jogar minha preguiça (que existe e é grande HAHA) em qualquer outra coisa que não seja eu. Lógico que existem projetos e ideias que dependem de investimento financeiro, mas mesmo estes não precisam ficar parados enquanto o dinheiro não vem. Organizar e projetar – sem cair na falácia do plano que nunca sai do papel – não custam dinheiro, e ajudam muito quando a grana finalmente vem. Enxergar o lado positivo e criar soluções onde os outros criam problemas leva a gente muito mais longe. Pode ser a mudança de vida, pode ser a mudança de hábitos, pode ser a hortinha em casa, o importante é levantar e fazer! \o/

 

Vai ficar tudo bem ♥

Com a correria insana que a vida foi virando nas últimas semanas, não consegui parar pra escrever aqui. Daí hoje tive um pequeno contratempo, e achei que era o momento perfeito pra passar essa mensagem: vai ficar tudo bem. Quase um mantra que fico repetindo mentalmente, e que sei que muita gente ao meu redor precisa repetir também. Vai ficar tudo bem. Entrei na minha conta bancária de manhã e descobri que tinha 20 reais pra passar até o início do outro mês. Vai ficar tudo bem. Me descabelei por alguns minutos, fiquei com uma angústia, a sensação de que estava tudo sendo em vão, e que de repente eu era de novo a pessoa aflita com mais mês que dinheiro..rs..Daí eu parei, respirei fundo e tentei organizar mentalmente tudo o que esse ano tem sido. Focando nas coisas boas percebi que a gente se aperta, mas as coisas acontecem. Eu não sou aquela pessoa, porque tenho construído tanto que ela não cabe.

Fui convidada pra participar com A Cadernista do Salão internacional do livro do Rio de Janeiro e isso foi muito lindo e muito marcante pra mim. Estava com vontade de vender o material todo e matar esse projeto, mesmo com todo o amor que tenho por ele. Foi ficando difícil e distante com tudo que aconteceu, e esse convite – feito um dia depois da ideia de me desfazer de tudo – veio como um sinal pra continuar. Já recebi esse sinal antes sobre os cadernos, e resolvi dar ouvidos dessa vez! Estarei lá vendendo cadernetinhas e darei uma oficina de zines e encadernação. Muito amor, e muita gratidão a Jô Ramos, que lembrou de mim e me convidou. 😀

Fiz uma parceria linda com a Raquel Cukierman e troquei material gráfico por uma bolsa no curso Performar Sapa-bi, que vai ser super incrível! Estava já há algum tempo querendo participar de um curso do tipo. Performance é uma coisa que me atrai muito, e tenho sentido um chamado pra expor o que escrevo nesse formato. Além de tudo, são questões que falam muito comigo, de sexualidade, dos caminhos, então só posso sentir uma gratidão enorme por ela ter entrado na minha vida!

Comecei quinta passada um curso no Helio Oiticica que tem absolutamente tudo a ver comigo. Fala de arte e espiritualidade, com foco na caminhada como prática estética. Me inscrevi e coloquei meu coração no formulário. Fui selecionada e nem acreditei, especialmente quando descobri que pessoas ficaram de fora. Uma tristeza não ter vaga pra todo mundo, mas me senti privilegiada e feliz. Espero que todo mundo tenha oportunidade de participar no futuro!

Eu e Carol (minha amiga e cunhada linda, pra quem não sabe), começamos um empreendimento de quitutes veganos. Primeiro ovos e bombons pra páscoa, e depois vamos nos aventurar pelos salgados, hambúrgueres e coisas do tipo. Trabalhar com comida é um sonho muito antigo e que nunca nem tentei tirar da gaveta. Estou explodindo de felicidade, especialmente porque a Carol é muito tranquila, motivada e cheia de ideias, então a gente combina e tudo flui! Quase choro quando falo disso, porque a Inclusiveg é realmente um sonho se tornando realidade!

Esse mês eu fui ao cinema, ao teatro, exposições, feira de arte impressa e uma porção de coisas bonitas. Conheci lugares novos, voltei a outros que não ia faz tempo, reencontrei pessoas queridas e circulei pela cidade. Do início do ano pra cá estou gradativamente voltando a me locomover a pé, como eu fazia antes da depressão consumir meu corpo. Eu emagreci uma porção de quilos e minhas roupas cabem em mim de novo, algumas até bem folgadas. Não fico feliz pela perda de peso em si – quem me conhece sabe que não ligo – mas é diferente quando começa a afetar suas tarefas diárias, coisas que você ama fazer. É diferente quando o ganho de peso é resultado de um processo ruim, sabem? E então fico feliz pelas mudanças e pelas conquistas e pelas caminhadas e por todas as coisas boas.

E só de escrever isso tudo, já sinto a vida melhor. Vai ficar tudo bem porque estou bem. Vai ficar tudo bem porque hoje consigo me desesperar mas logo em seguida colocar o que é bom no topo. Os contratempos vem e vão, as coisas boas vem e vão, mas se a gente permanece com a raiz fincada no chão faça sol ou faça chuva, prosperamos e damos frutos. Quando o foco é no bem e no que é bom, o resto vai só ficando pra trás.

Se você está passando por um momento angustiante ou desesperador, respira fundo e repete, fala em voz alta, grite até: vai ficar tudo bem. É só um momento, e os momentos passam. Existe tanta coisa bonita pra acontecer, tanta. Se a seis meses atrás alguém me falasse que essa seria a minha vida agora, eu não acreditaria. Os processos se desenrolam muito rapidamente se dermos chance. Então levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e vamos a luta, porque o tempo é curto e o sonho é grande! <3

Feira da Pracinha no MAR ♥

No último sábado, dia 25, nossa Feira da Pracinha foi convidada a participar de um evento incrível: uma feira de trocas no Museu de Arte do Rio. A feira aconteceu paralelamente ao Congresso dos Irreais, representando as feiras de economia colaborativa da cidade, e a “moeda de troca” foram os Irreais, moeda criada pelo artista José Miguel Casanova. Para saber mais sobre esse projeto incrível que é o Banco dos Irreais e abrir sua conta, clique aqui. Um breve resumo pra ambientar o que vou contar a seguir (hehe):

“Um Banco de Tempo é uma ferramenta de desenvolvimento de trocas sociais que permite uma nova forma de relacionamento entre os membros de uma comunidade. Ele é uma das práticas da economia solidária, que é uma forma de organização da produção-consumo, ambiente de cooperação comercial e boa vida das pessoas, ao contrário da concorrência e acumulação de capital que caracterizam o sistema capitalista. É uma economia de trocas que não procuram a acumulação de quantidades, mas são baseadas no uso e circulação de bens e serviços para o bem comum”.

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Com essas coisas maravilhosas em mente, saímos de Jacarepaguá de mala e cuia, com caixote debaixo de braço, uma porção de livros e roupas, e a vontade enorme de compartilhar experiências. Além da Feira da Pracinha, eu e minha mãe também participamos do grupo Viajantes do Território, que estava na feira (ficamos grudadinhos barraca com barraca <3) e fez um trabalho maravilhoso ao longo do dia. Chegamos por volta de 12h, e a feira durou de 13h as 16h30, seguida por uma confraternização que envolveu comida mexicana, tequila, mezcal e muito amor. É incrível a energia que circula após uma experiência como essa!

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A parte mais fantástica, pra mim, foi explicar aos passantes o que era a feira, o Banco dos Irreais e qual era o intuito da experiência. Muitos visitantes desavisados paravam na barraca pra tentar entender, e era engraçado ver o espanto e os olhinhos brilhando quando perguntavam “mas é pra troca? não tem que pagar nada?”. De fato, a maioria das pessoas não está acostumada a trocar algo que não use mais por algo que quer ou precisa. Não estamos acostumados a transações que não envolvem dinheiro, pois crescemos aprendendo que precisamos dele para ter o que queremos ou precisamos. Acho que essa é a beleza dos Irreais: mostrar que existem diferentes formas de consumo, e que o seu tempo, seu afeto e seus conhecimentos valem tanto – ou mais – do que dinheiro. Quando trocamos alguma coisa, não trocamos apenas a coisa em si, mas também uma quantidade de energia que alcança a outra pessoa. Uma quantidade de energia boa que é capaz de reconfortar, encher o peito de amor, arrancar sorrisos e tornar o dia mais bonito.

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Dito isso, compartilho o momento mais singelo que vivi no dia 25: Uma senhora chegou a barraca perguntando o que estava acontecendo ali. Expliquei, ela olhou as coisas e ficou apaixonada por um dos cachecóis. Coincidentemente, da pilha que levamos, aquele era o único que eu tinha tricotado. Como não tinha nada pra trocar, a senhora perguntou se eu não poderia vender. Expliquei que o intuito da feira era a troca, e que por isso não poderíamos vender os itens, e ela repetiu com pesar “gostei tanto desse cachecol, é tão lindo”, se despediu e continuou o passeio. Fiquei muito chateada por alguém ter gostado tanto de algo que eu fiz e não poder levar, então resolvi ir atrás dela e oferecer uma troca diferente: um cachecol por um abraço. Ela ficou tão feliz que deu um grito, me abraçou apertado e logo colocou a peça no pescoço. Acho que eu nunca me senti tão abraçada! haha Meia hora depois, passou novamente pela barraca e me deu mais um abraço. No final do dia, quando já estávamos desmontando, veio uma última vez pra me mostrar que ainda estava com ele no pescoço. Momentos como este não tem preço, mas tem um valor absurdo e marcam a gente. Vou levar comigo pro resto da vida a sensação de fazer uma desconhecida tão feliz com um ato tão simples. Dinheiro nenhum no mundo pagaria por isso.

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Além desta, outras trocas inusitadas aconteceram ao longo do dia: trocamos roupas por comida (quem já comeu nas barraquinhas próximas ao MAR sabe que foi uma das melhores trocas. hahaha), irreais por uma muda de batata doce, sabão e amaciante caseiros, sal de ervas e mais uma porção de coisas incríveis. Aproveitando o momento, Diogo também levou uma pilha de fotografias pra doar, o que gerou uma reação fantástica nas pessoas: ninguém está acostumado a ganhar nada de um desconhecido. Mais do que a doação das fotos, foi uma troca de tempo. Ninguém parava pra escolher fotografias sem conversar com a gente e contar alguma coisa. É impressionante o poder que esse tipo de acontecimento tem de “destravar” as pessoas, de fazer com que a gente fique mais vulnerável, mais aberto ao novo.

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Se eu escrevesse mil posts sobre o excelente dia que tive no sábado, ainda seria pouco pra descrever tudo que senti. Foi uma experiência revigorante, uma memória que vou guardar com muito carinho. Gostaria de agradecer imensamente a todos os envolvidos! A Bruna Camargos pelo convite, pela simpatia e pelo sorriso contagiante; Ao José Miguel Casanova, por viabilizar todas essas trocas e experiências fantásticas; A Núbia, João (a.k.a. minha mãe e irmão hehe) e Diogo pela alegria que é compartilhar projetos e ideias com vocês; Aos outros participantes da feira, pois é sempre muito lindo conhecer gente com pensamentos próximos aos nossos; Aos Viajantes do Território pela troca, pelos papos e pelas rabanadas, vocês são incríveis de lindos! Dizer “Muito obrigada!” é pouco pra toda essa gente linda, deixo aqui minha gratidão desmedida. <3

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Se você leu até aqui e ainda não tem conta no Banco dos Irreais, corre lá e compartilha seus saberes, tempo e experiências! Já cadastrei algumas coisas e vou adorar poder trocar com vocês. 🙂