Como começar uma horta em casa gastando muito pouco

Tudo começou na semana passada, com a vontade (e a ação) de encher a casa de plantas. Uma das coisas que queria muito fazer aqui no apê era plantar coisas que a gente pudesse consumir, entre temperos, tomates e coisinhas possíveis de se ter num apartamento (graças a internet e a minha mãe, todo dia descubro mais uma possibilidade hehe). Pensando em qual parte do espaço conseguiria fazer isso, tive a ideia de comprar uma estante, daquelas de madeira bem baratinhas, e colocar no canto da sala (originalmente, a vontade era enfiar estante de planta em todos os cantos possíveis HAHA). Nossa ida a loja não rendeu estante, mas também não foi em vão: no meio do caminho encontramos uma cama toda desmontada, no lixo. Fomos remexer, e uma vizinha da vila fez questão de nos contar que era uma cama de Jacarandá. Com minha mentalidade roceira, já pensei logo “lá vem a criatura querendo me vender o que ia pro lixo”. Só que não. Era só mais uma velhinha simpática, aleatória e falante ligeiramente além do limite, como encontro bastante aqui pela Tijuca. 😛

Pegamos as madeiras e trouxemos pra casa. A estante estava ali, só não montada ainda. Uma porção de ripas e partes que variam entre um tom turquesa e a madeira crua, clarinha, exatamente como uma outra prateleira que tinha parada por aqui e também entrou na dança. Eis o resultado:

Gostei muito da vibe “resto de obra”, e também da cor das ripas (incluindo os descascados hehe). Com tudo, a estante custou menos de R$ 2,00, que gastamos pra comprar pregos (só depois de pronta pensei que seria muito melhor furar tudo com a furadeira, mas aqui aprendemos fazendo, então a próxima será melhor hahaha). Encontrar camas, estantes e tábuas de madeira no lixo não é difícil (o lixo aqui da Tijuca é bem bom, de maneira geral haha), uma vez que vivemos em uma sociedade que prioriza a compra e não o conserto. Sendo assim, quem sabe quantas estantes mais conseguiremos montar sem gastar quase nada?

Fiquei pensando que meu primeiro impulso foi comprar a estante, ao invés de fazer (ou ao menos comprar as partes), e fico feliz por não ter achado na loja, e ter tido a oportunidade de montar esse Frankenstein lindão. Além da estante, outras coisas que usamos no plantio são reutilizadas ou feitas para outro propósito:

  • Mexo a terra com a mão ou com uma das colheres da cozinha. Como diz o ditado, “lavou tá nova”.
  • Nosso regador é uma garrafa d’água toda furadinha na tampa. Dessa forma consigo regar as sementeiras sem afogar as plantas ou bagunçar a terra.
  • A terra por hora foi comprar, mas vou começar a buscar na casa da minha mãe (terra maravilhosa, rica, compostagem e felicidade hahaha), assim como alguns vasos que ela não usa mais.
  • Os vasinhos que vieram com algumas mudinhas que compramos estão neste momento sendo pintados, assim, conseguimos vasos bonitões e exclusivos sem gastar muito dinheiro.
  • Potes de sorvete, de manteiga e vasilhas sem tampa rendem excelentes vasinhos, basta fazer furinhos no fundo pra drenar. Você pode não somente pintar, mas também decorar com glitter, lantejoulas, o céu (e o gosto) são o limite. Eu curto coisas coloridas e minimalistas, então saí colocando triângulos e bolinhas em tudo, aproveitando a cor do fundo. hauahaua (segue exemplo abaixo :B).
  • As sementeiras são feitas de caixas de ovo. Achei elas muito fofas nesse azul, e usei hoje pra plantar tomates e tomatinhos (fica pra outro post hehe).
  • Temos um caixote de feira parado que vai virar uma hortinha. Caminhando próximo a hortifrutis e mercadinhos a noite é possível encontrar caixotes no lixo. Eles podem ser usados sem pintar, totalmente pintados ou com padrões (pretendo deixar parte colorida, parte na madeira \o/).

Em resumo, fica a mensagem, que vale para qualquer ideia ou projeto: você precisa de bem menos dinheiro do que imagina para começar as coisas. A ação, a vontade e a intenção são muito mais importantes! Com o mindset correto enxergamos o mundo com outra perspectiva, e vemos oportunidades onde os outros muitas vezes veem lixo. Que tal se, ao invés de pensar em todos os problemas que te impedem de começar, você focar em todas as habilidades e materiais que já tem? Tenho aprendido muito ao longo do tempo a começar de onde estou, sem projetar futuros, sem jogar minha preguiça (que existe e é grande HAHA) em qualquer outra coisa que não seja eu. Lógico que existem projetos e ideias que dependem de investimento financeiro, mas mesmo estes não precisam ficar parados enquanto o dinheiro não vem. Organizar e projetar – sem cair na falácia do plano que nunca sai do papel – não custam dinheiro, e ajudam muito quando a grana finalmente vem. Enxergar o lado positivo e criar soluções onde os outros criam problemas leva a gente muito mais longe. Pode ser a mudança de vida, pode ser a mudança de hábitos, pode ser a hortinha em casa, o importante é levantar e fazer! \o/

 

Como ser um ser humano de sucesso (fora dos padrões normais)

Olá, pessoas bonitas!

Andei um tempo escrevendo no meu outro blog, mais voltado para literatura, e acabei parando o ritmo intenso de postagens por aqui..rs..Como a boa filha a casa torna, cá estou eu com algumas ideias e pensamentos que organizei recentemente, e que tem muito mais a ver com o cantinho de cá.

Muito se fala sobre sucesso hoje em dia. Dicas, livros, fórmulas. Um sucesso pronto e empacotado, em que nós todos supostamente devemos nos encaixar. Um sucesso que tem a ver com dinheiro, com carreira nos moldes normais, com essa ideia estranha de “ser adulto” que permeia a internet. Como eu vivi e vivo completamente fora desses padrões (e tenho certeza que quem gosta dos meus textos também vive ou gostaria de viver), trago hoje um apanhado de dicas sobre o assunto. Coisas que aprendi com o tempo e outras que gostaria de ter dado ouvidos mais cedo (sim, não estou reinventando a roda! Muito disso vem de ideias e pensamentos que me deram ao longo do tempo e hoje compartilho ^^). Lá vamos nós:

1 – Seja gentil

Esse é o conselho mais precioso da vida. Seja gentil e atencioso com todas as pessoas que passarem pelo seu caminho. Não sabemos o dia de amanhã, e aquela conversa aleatória na fila da padaria ou o comentário em uma publicação pode render amizades e até parcerias profissionais. Esteja presente (falo muito sobre presença, e acho que merece até um texto próprio!), ouça tudo, absorva o que te couber! Com gentileza e atenção chegamos muito mais longe. Diferente do que pregam, a vida não precisa ser uma competição: o pensamento e a ação coletivos rendem muito mais frutos!

2 – Abrace as oportunidades

Você já deve ter lido e ouvido incontáveis vezes a expressão “agarrar as oportunidades”. Não gosto dessa expressão! Além de trazer em si uma agressividade forte, me parece tudo muito corrido e voraz. Pra aproveitar a vida de verdade é preciso paciência e amor, então faça diferente: abrace as oportunidades. Com amor e carinho e dedicação. Dê o seu melhor pro projeto grande e pro pequeno. Coloque o mesmo ímpeto e a mesma vontade em tudo que se propuser a fazer. Converse com as pessoas, peça feedback, não deixe o medo te impedir! Coloque os bracinhos em volta da oportunidade, feche os olhos e deixe a vida fluir! haha 😀

3 – Vá sem julgamentos

Já vi muita gente dispensar projetos porque não tinha ninguém “”importante”” envolvido. Acho que todos nós conhecemos gente assim, que acredita que só vale a pena pro currículo e pra vida o que envolve determinados tipos de pessoa. Esqueça completamente esse conceito. Todo mundo traz consigo uma bagagem fantástica esperando para ser compartilhada. Se manter aberto e sem julgamentos pode te levar a lugares incríveis. Foi sendo assim que fiz os melhores passeios, estive nos melhores eventos e conheci as melhores pessoas.

4  – Respeite seu tempo

Esse é um conselho bem clichê, mas que eu demorei muito tempo pra entender e aceitar. Com as redes sociais e a internet, fomos nos acostumando a comparar nossa vida a dos outros. Cada um tem um caminho a trilhar e com ele todos os altos e baixos. Aquela pessoa que se formou novinha, por exemplo, pode ter tido oportunidades que você não teve, assim como a sua formação mais tarde pode te proporcionar uma experiência que ela nunca vai ter. Uma coisa não invalida a outra, e se você se mantiver aberto a troca, pode aprender muito quem tem um caminho diferente do seu. Sem julgamento, sem competição e – especialmente – sem a sensação de que você deveria estar nesse ou naquele lugar a essa altura da vida.

5 – E por falar em formação…

…vida acadêmica não é tudo, e muito menos é o único caminho para se alcançar o sucesso! Eu me dei muito muito bem em todas as faculdades que entrei, e sou lembrada pelos meus professores até hoje. Apesar disso, o sistema de ensino apenas não funciona pra mim. Não tenho formação superior, e não pretendo ter tão cedo.

O que fiz com isso? Li e escrevi e aprendi o que eu queria, da forma que eu queria. Não tenho diploma, mas tenho uma carga de conhecimento muito maior do que a de muitos estudantes de mestrado que eu conheço. O ambiente acadêmico pode ser muito limitador, especialmente pra quem é curioso e inquieto. Isso não significa que seja ruim, significa apenas que ele é bom pra quem o aceita como ele é e consegue funcionar dessa maneira.

Sou designer e trabalho em uma agência onde atendo clientes de diferentes portes. Lá também atuo como redatora e web designer. Falo inglês fluente, sou artesã, canto, componho músicas, toco ukulele, sou cabeleireira, fotografo, sou escritora e artista visual. Aprendi tudo isso sozinha. Li uma infinidade de livros. Vi uma infinidade de filmes. Conheci uma infinidade de pessoas e consigo manter conversas significativas em qualquer meio. Não escrevi esse parágrafo pra me vangloriar, só pra mostrar que uma vida rica e produtiva é possível fora dos muros da universidade!

6 – Seja a exceção

Toda vez que conto minha história, ouço coisas como “ah, mas é diferente”, “mas você é exceção” e relacionados. Nunca consegui entender muito bem quem se enxerga como regra, então fica aqui o conselho: seja a exceção. Pense como exceção. Crie a sua forma de viver, de ver o mundo e de produzir. Isso vale para todos os campos da vida! Não aceite menos do que você merece, e todos nós merecemos nos sentir plenos, amados e felizes.

Sei bem como de vez em quando bate a insegurança e a vontade de desistir, mas quando isso acontecer, mantenha o seguinte em mente: você é exemplo para alguém. Podem ser seus amigos ou pessoas aleatórias que te acompanham na internet. Pode ser aquela prima mais nova ou seus irmãos. Alguém está vendo o que você faz e tira forças disso pra continuar. Então seja a exceção! Seja a pessoa fora da casinha! Agindo assim você vai ter que aturar muito julgamento e talvez até pessoas próximas tentem de convencer de que você está errado. Se você acredita, vai fundo. A diferença muda o mundo, não a regra. Pode parecer exagero, mas te digo: todos nós podemos ser uma semente da mudança. Pra florescer, basta acreditar, ir regando tudo com amor e seguindo em frente. O vento vem, a chuva vem, tudo parece ir contra, mas no final a gente com certeza floresce! <3

Espero que vocês tenham gostado, escrevi tudo de coração! Quem quiser me mandar mensagem ou bater um papo, me adiciona no face clicando aqui, ou comenta aí embaixo! Vem sem medo que a troca é certa! 😀

Dicas de costura para mentes inquietas

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A costura faz parte da minha vida desde a infância. Minha vó fazia qualquer coisa com o pé nas costas, numa rapidez que me impressiona até hoje, especialmente pelo nível de qualidade do acabamento. Quem pensa que o dom é herdado, se engana. Quem pensa que é um dom, aliás: a costura – assim como qualquer ofício – pode ser aprendida com tempo, paciência e disciplina!

Como eu era uma adolescente sem nenhum dos três, aprendi bem menos do que poderia com dona Cleyd. Eu queria as coisas prontas rápido. Queria fazer bainha sem marcar, dobrar prega sem medir e por aí vai. Sempre me estressava e queria rasgar tudo. Mais de uma vez enfiei a tesoura em algo que estava fazendo (minha vó nunca me deixaria usar um corte de tecido de verdade, eram sempre retalhos. Uma vez transformei uma cortina antiga numa saia que amava – e ela quem fez, lógico), e no final largava de lado e implorava pra ela terminar.

Ainda assim, sempre fui apaixonada por indumentária e modelagem. A máquina ficou parada por anos e anos, e só recentemente comecei a fazer coisas que consigo usar na rua sem medo de se desfazerem. HAHA Como mente inquieta, pessoa impaciente e estressadinha de plantão, resolvi passar adiante algumas dicas que podem ajudar muito quem é um poço de caos e está começando a costurar:

Paciência!

Parece óbvio, mas paciência aqui vai muito além. As coisas tomam tempo. Modelar, cortar, alfinetar, tudo isso toma mais tempo do que a costura em si. Fechar a peça parece brincadeira de criança quando comparado ao resto. Tem horas (muitas haha) que dá vontade de desistir, mas o importante é respirar fundo (juro, respirar fundo ajuda em todas as áreas da vida!) e continuar.

Atenção

Costurar é uma oportunidade de praticar a atenção total, especialmente porque é impossível ficar disperso e conseguir terminar algo minimamente usável. Coloque o celular no silencioso, feche as redes sociais e tire esse tempo pra você. Vale colocar música, preparar um refresco (evite os drinks se quiser usar o resultado HAHA) e relaxar. A atividade é pra ser divertida, e não uma tortura!

Comece com retalhos ou tecidos baratos

Uma vez comprei um plush lindo, vermelho, fantástico. Queria fazer um super vestido meio mamãe noel, meio musa dos anos 50. O pano escorregava mais que quiabo e no final das contas estraguei tudo! Foi um roubo e eu as vezes me sinto mal até hoje hahaha

Comece com tecidos baratos ou retalhos (dá pra achar peças inteiras de tecido nos brechós), evite o arrependimento e vá ser feliz. Tecidos escorregadios ou cheios de riqueza são melhores quando somos mais experientes!

Não se cobre tanto

Não nascemos sabendo nada, e somente com estudo e aperfeiçoamento conseguimos aprender e melhorar. Sendo assim, não se cobre tanto. Comece com modelagens simples, peças menores e acessórios. Aumente gradualmente o nível de dificuldade. Pode ser que você consiga fazer uma calça super difícil de primeira? Pode! Mas pode ser também que você se frustre num nível tão grande que acabe deixando a costura de lado. Pequenas recompensas trazem grandes felicidades, e é melhor fazer uma sainha simples linda de viver do que um vestido complexo que deu errado.

O ferro de passar é seu melhor amigo

Se você não tem um ferro de passar (coisa cada vez mais comum haha), é hora de arranjar um! Comprei o meu na Casa & Video por R$ 19,90. É um modelo do mais maaais simples, e você consegue também de segunda mão por bons preços.

O ferro ajuda a marcar e costurar bainhas fininhas que pareciam impossíveis. Um tecido passado é muuuuuito mais fácil de cortar e costurar sem erro, e por aí vai. Ferro de passar = vitória!

Alfinete tudo

Alfinetar pode ser chato e demorado, dependendo da peça, mas vale tão a pena que compensa a chatice. Aproveite pra cantar alto, refletir sobre a vida, entoar mantras, o céu é o limite. Alfinetes seguram as partes no lugar e garantem costuras mais rentes. Eu gosto dos de cabecinha de bolinha, são mais difíceis de perder (tenho gatos e não quero causar acidentes) e não saem nos tecidos mais finos. Só amor.

Meça duas vezes, corte uma

Esse é um dito popular que faz mais e mais sentido pra mim a cada dia que passa! Meça, meça de novo, meça a terceira vez. Em resumo, quando somos pacientes e conferimos tudo mais de uma vez, a chance de cortar algo errado é muito menor. É ter mais trabalho antes pra ter menos trabalho depois. 😉

E aí, quem já se aventurou pelo mundo da costura? ♥

Cinco razões pra começar a costurar hoje

Depois de eras e eras e eras sem escrever aqui por motivos de vida degringolada (nem vou entrar em detalhes, ao menos não nesse post), voltei pra falar sobre algo que tem me feito muito feliz: costurar. É lindo, é feliz, toma menos tempo do que todo mundo acredita, e absolutamente qualquer pessoa (com o mínimo de paciência hehe) consegue aprender! Eis uma lista (não supero esse amor por listas haha) de razões para começar a costurar:

1 – É econômico

Tenho visto saias no estilo que gosto com preços que variam entre R$ 150,00 e R$ 400,00. Por uma porção enorme de motivos (alguns serão inclusive expostos abaixo), não pago isso em uma roupa, especialmente se ela estiver sendo vendida em uma grande rede. Acredito em valorizar o trabalho de quem faz, mas mesmo que eu quisesse, não conseguiria dar tanto em uma peça de roupa.

Agora corta pra costura. É possível encontrar tecidos lindos por preços super acessíveis. Pra saia de melancia que postei no Insta semana passada gastei R$ 17,00 no tecido e reaproveitei um zíper de outra peça. Uma saia que é vendida por aí por uns 200 mangos saiu por 17 reais. Se eu for computador a minha hora de trabalho, ainda assim sairia mais barato, porque demorei aproximadamente 2h30 pra terminar tudo.

Além dos tecidos que já são baratos, algumas lojas possuem bancas de retalhos, em que você acha barganhas ainda melhores. O tecido de melancia mesmo custava R$ 19 o metro. Comprei 1,80m pelos 17, pois estava na banca. Não necessariamente são retalhos pequenos: o fim do rolo e tecidos com pequenas avarias também vão pra banca. Vale se afundar nas montanhas e encontrar pechinchas incríveis! A maioria das lojas do SAARA tem essas bancas, vale uma visita!

estampa

2 – Você tem certeza da procedência

Toda vez que comprava roupas, ficava encafifada pensando nas condições de trabalho de quem fez aquilo. Essa pessoa era bem paga? Trabalhava uma quantidade humana de horas? Tinha benefícios? Trabalhava em um ambiente seguro? É muito difícil responder essas questões com certeza quando se compra em grandes redes. Pra minha classe social/condição financeira, esses eram os únicos lugares em que eu conseguiria comprar. Já me preocupava antes, mas depois de ver o doc The True Cost, se tornou impossível fazer vista grossa mesmo de vez em quando (não sou uma santa, cheguei a comprar nessas lojas antes do doc, mesmo sabendo de onde poderia ter vindo. Me senti mal, mas fiz). Aqui não vale aquele ditado “o que os olhos não veem o coração não sente”. Meu coração sente sim, e eu prefiro não fazer.

Corta pra costura de novo! Quando você costura, sabe como está trabalhando quem faz a sua roupa! HAHA Além disso, pode também inventar mil coisas diferentes, usar peças exclusivas, fazer consertos e reformar peças de brechó. Nunca mais calça caindo ou camiseta furada embaixo do braço! hahaha

Como eu ainda assim me preocupo, procuro comprar tecidos fabricados no Brasil, e sempre dar uma conferida na internet se existe algum escândalo ou problema relacionado a empresa. Normalmente a marca do tecido vem estampada nas barrinhas laterais, e é só jogar no google. Não vale se preocupar com a roupa pronta, mas comprar tecido fabricado nos cafundós do oriente, né? Na dúvida, a gente evita!

3 – Ter algo feito por você é maravilhoso!

Quando é a gente que faz, acabamos dando mais valor. Assim como peças compradas de pequenos empreendedores, as costuradas por você tem um valor que vai muuuito além do financeiro. Você coloca capricho nos detalhes, investe em coisas bacanas e pode dizer com orgulho “fui eu que fiz!” quando alguém elogiar. Costurando fazemos amigos, e quando mais se pesquisa, mais se encontra gente que também costura, blogs, tutoriais, é quase um vício! HAHA

melancia

Na semana passada três desconhecidas elogiaram minha saia na rua, e eu quase morri de felicidade. Confesso que estava andando com mais confiança, é uma felicidade indescritível. Uma senhora no ônibus até me deu os parabéns quando eu disse que fui eu que fiz, foi lindo! <3

4 – Costurar é o melhor caminho pra quem está fora do padrão

Como a roupa feita em casa é desenvolvida a partir das suas medidas, ela sempre cai bem! Não importa se você é alta, baixa, magra ou gorda: o comprimento, o gancho e a cintura vão sempre ficar perfeitos. Eu por exemplo, além de ser plus size, tenho uma diferença enorme entre o tamanho da cintura e o do quadril. Pra vocês terem noção, minha cintura tem metade do tamanho da minha bunda! HAHA Em resumo, é muuuuito difícil uma roupa de loja ficar bem em mim, mesmo de loja plus. normalmente sobra muito na cintura ou, quando fica bem na cintura, aperta muito no quadril. Como resultado, a maioria das roupas não valoriza minhas curvas fartas: ou eu pareço um saco de batata amarrado no meio, ou pareço ter uns 30kg a mais do que tenho. Amo meu corpo e meu tamanho, mas também amo ver minha cintura fina valorizada, né? hehe

saco de batata

Um caimento é um caimento, é a parte mais importante pra se sentir bem com uma roupa. Cintura alta que é realmente alta, calça que não deixa o cofrinho aparecendo, roupa que não aperta em canto nenhum e por aí vai. Além disso, você escolhe o que você veste, como veste, como é. Isso é revolucionário!

5 – Exclusividade e mais exclusividade

Eu amo coisas exclusivas na mesma proporção que odeio fast fashion. Acho que o prêt-à-porter só surgiu pra fazer as pessoas se sentirem piores, especialmente as mulheres. Não existe lugar em que todas as pessoas tenham o mesmo corpo, e o pronto pra usar não respeita essas particularidades. Algumas empresas até lançaram linhas com modelagens para diferentes tipos de corpo, como a Levi’s, mas só vão até um determinado tamanho. Por alguma razão, a indústria acha que todos os gordos tem o mesmo corpo, todas as pessoas altas, todas as minorias. Aos olhos da indústria, é você que se adequa a ela, e não o contrário. Porque dar dinheiro pra quem não te respeita, né? É quase como alguém virar pra você e falar “Otário!”, e você entregar dinheiro pra pessoa por isso. Não seja a Naiara Azevedo: a superioridade de dar 50 reais pra quem te magoa só funciona na música. HAHAHAHA

Além de todas essas questões (socorro, eu amo a palavra além), tem mais: imagina chegar em qualquer lugar com a certeza de que absolutamente ninguém tem uma roupa igual a sua? Isso é quase ser uma celebridade no tapete vermelho! Mais legal, até, porque vira e mexe rolam aquelas gafes e duas pessoas vão com a mesma roupa a algum evento. Quando você compra um tecido, mesmo que outras pessoas comprem, é praticamente impossível que elas façam a mesma coisa que você. Mesmo que a base seja a mesma, cada um adiciona diferentes detalhes e nuances as peças.

florzinha

Não sei vocês, mas eu amo me sentir a Barbie Noiva do rolê: só ela tem, mais ninguém.

Bem amigos da Rede Bobo, é isso! Espero que esses cinco motivos sejam tão fortes e lindos pra vocês quanto são pra mim, e que você termine esse texto com uma vontade loka de começar a costurar! Não tem máquina? Mantenha a calma! É possível encontrar máquinas de segunda mão por valores justos, e pesquisando dá pra achar ateliês que alugam o espaço, com várias máquinas a disposição. Minha dica nesse caso é: modele em casa e vá com tudo cortadinho, pra economizar. hehe

Quem for do RJ e quiser ajuda, me manda mensagem, vamos marcar um café com costura (e bolo, porque tudo fica melhor com bolo haha)! Ainda não sei muuuita coisa, mas vou adorar passar adiante o que sei. <3

Beijos, queijos e uma excelente semana pra vocês! \o/