Como ser um ser humano de sucesso (fora dos padrões normais)

Olá, pessoas bonitas!

Andei um tempo escrevendo no meu outro blog, mais voltado para literatura, e acabei parando o ritmo intenso de postagens por aqui..rs..Como a boa filha a casa torna, cá estou eu com algumas ideias e pensamentos que organizei recentemente, e que tem muito mais a ver com o cantinho de cá.

Muito se fala sobre sucesso hoje em dia. Dicas, livros, fórmulas. Um sucesso pronto e empacotado, em que nós todos supostamente devemos nos encaixar. Um sucesso que tem a ver com dinheiro, com carreira nos moldes normais, com essa ideia estranha de “ser adulto” que permeia a internet. Como eu vivi e vivo completamente fora desses padrões (e tenho certeza que quem gosta dos meus textos também vive ou gostaria de viver), trago hoje um apanhado de dicas sobre o assunto. Coisas que aprendi com o tempo e outras que gostaria de ter dado ouvidos mais cedo (sim, não estou reinventando a roda! Muito disso vem de ideias e pensamentos que me deram ao longo do tempo e hoje compartilho ^^). Lá vamos nós:

1 – Seja gentil

Esse é o conselho mais precioso da vida. Seja gentil e atencioso com todas as pessoas que passarem pelo seu caminho. Não sabemos o dia de amanhã, e aquela conversa aleatória na fila da padaria ou o comentário em uma publicação pode render amizades e até parcerias profissionais. Esteja presente (falo muito sobre presença, e acho que merece até um texto próprio!), ouça tudo, absorva o que te couber! Com gentileza e atenção chegamos muito mais longe. Diferente do que pregam, a vida não precisa ser uma competição: o pensamento e a ação coletivos rendem muito mais frutos!

2 – Abrace as oportunidades

Você já deve ter lido e ouvido incontáveis vezes a expressão “agarrar as oportunidades”. Não gosto dessa expressão! Além de trazer em si uma agressividade forte, me parece tudo muito corrido e voraz. Pra aproveitar a vida de verdade é preciso paciência e amor, então faça diferente: abrace as oportunidades. Com amor e carinho e dedicação. Dê o seu melhor pro projeto grande e pro pequeno. Coloque o mesmo ímpeto e a mesma vontade em tudo que se propuser a fazer. Converse com as pessoas, peça feedback, não deixe o medo te impedir! Coloque os bracinhos em volta da oportunidade, feche os olhos e deixe a vida fluir! haha 😀

3 – Vá sem julgamentos

Já vi muita gente dispensar projetos porque não tinha ninguém “”importante”” envolvido. Acho que todos nós conhecemos gente assim, que acredita que só vale a pena pro currículo e pra vida o que envolve determinados tipos de pessoa. Esqueça completamente esse conceito. Todo mundo traz consigo uma bagagem fantástica esperando para ser compartilhada. Se manter aberto e sem julgamentos pode te levar a lugares incríveis. Foi sendo assim que fiz os melhores passeios, estive nos melhores eventos e conheci as melhores pessoas.

4  – Respeite seu tempo

Esse é um conselho bem clichê, mas que eu demorei muito tempo pra entender e aceitar. Com as redes sociais e a internet, fomos nos acostumando a comparar nossa vida a dos outros. Cada um tem um caminho a trilhar e com ele todos os altos e baixos. Aquela pessoa que se formou novinha, por exemplo, pode ter tido oportunidades que você não teve, assim como a sua formação mais tarde pode te proporcionar uma experiência que ela nunca vai ter. Uma coisa não invalida a outra, e se você se mantiver aberto a troca, pode aprender muito quem tem um caminho diferente do seu. Sem julgamento, sem competição e – especialmente – sem a sensação de que você deveria estar nesse ou naquele lugar a essa altura da vida.

5 – E por falar em formação…

…vida acadêmica não é tudo, e muito menos é o único caminho para se alcançar o sucesso! Eu me dei muito muito bem em todas as faculdades que entrei, e sou lembrada pelos meus professores até hoje. Apesar disso, o sistema de ensino apenas não funciona pra mim. Não tenho formação superior, e não pretendo ter tão cedo.

O que fiz com isso? Li e escrevi e aprendi o que eu queria, da forma que eu queria. Não tenho diploma, mas tenho uma carga de conhecimento muito maior do que a de muitos estudantes de mestrado que eu conheço. O ambiente acadêmico pode ser muito limitador, especialmente pra quem é curioso e inquieto. Isso não significa que seja ruim, significa apenas que ele é bom pra quem o aceita como ele é e consegue funcionar dessa maneira.

Sou designer e trabalho em uma agência onde atendo clientes de diferentes portes. Lá também atuo como redatora e web designer. Falo inglês fluente, sou artesã, canto, componho músicas, toco ukulele, sou cabeleireira, fotografo, sou escritora e artista visual. Aprendi tudo isso sozinha. Li uma infinidade de livros. Vi uma infinidade de filmes. Conheci uma infinidade de pessoas e consigo manter conversas significativas em qualquer meio. Não escrevi esse parágrafo pra me vangloriar, só pra mostrar que uma vida rica e produtiva é possível fora dos muros da universidade!

6 – Seja a exceção

Toda vez que conto minha história, ouço coisas como “ah, mas é diferente”, “mas você é exceção” e relacionados. Nunca consegui entender muito bem quem se enxerga como regra, então fica aqui o conselho: seja a exceção. Pense como exceção. Crie a sua forma de viver, de ver o mundo e de produzir. Isso vale para todos os campos da vida! Não aceite menos do que você merece, e todos nós merecemos nos sentir plenos, amados e felizes.

Sei bem como de vez em quando bate a insegurança e a vontade de desistir, mas quando isso acontecer, mantenha o seguinte em mente: você é exemplo para alguém. Podem ser seus amigos ou pessoas aleatórias que te acompanham na internet. Pode ser aquela prima mais nova ou seus irmãos. Alguém está vendo o que você faz e tira forças disso pra continuar. Então seja a exceção! Seja a pessoa fora da casinha! Agindo assim você vai ter que aturar muito julgamento e talvez até pessoas próximas tentem de convencer de que você está errado. Se você acredita, vai fundo. A diferença muda o mundo, não a regra. Pode parecer exagero, mas te digo: todos nós podemos ser uma semente da mudança. Pra florescer, basta acreditar, ir regando tudo com amor e seguindo em frente. O vento vem, a chuva vem, tudo parece ir contra, mas no final a gente com certeza floresce! <3

Espero que vocês tenham gostado, escrevi tudo de coração! Quem quiser me mandar mensagem ou bater um papo, me adiciona no face clicando aqui, ou comenta aí embaixo! Vem sem medo que a troca é certa! 😀

“Não faça isso”

Estou aqui estudando e pensando em questões da vida. Toda vez que começo a aprender algo novo e esbarro em alguma dificuldade – por menor que seja – não penso em quem me encoraja a aprender. Eu penso em todo mundo que age como se eu nem devesse tentar, especialmente quem me diz. Acho uma tristeza sem tamanho quando alguém fala “nem tenta” e derivados. Pensar nessas pessoas e situações me dá muito mais gás do que em quem apoia, honestamente.
 
Há alguns meses, conversando com meu tio, comentei que estava gradualmente deixando o design e o marketing de lado pra aprender programação. Na época eu já sabia algumas coisas, e tinha acabado de participar do Django Girls. Foi um dia incrível, e eu saí maravilhada e louca pra aprender. A resposta dele foi “não faça isso, não vale a pena”. Nem exatamente com essas palavras, mas com um grande discurso muito pior. Meu tio tem uma influência forte na minha vida, especialmente a profissional e acadêmica.
Nesse dia eu fiquei me sentindo péssima. A vontade de aprender foi ruindo e ruindo, até que eu me dei conta do seguinte: além de não viver a minha vida, meu tio é fruto de outro tempo. Um tempo talvez bem menos cheio de possibilidades do que o meu. Um tempo em que você escolhia – ou era empurrado – cedo pra uma carreira, e nela permanecia até o final. Eu não conheço quase ninguém da minha faixa etária que não tenha trocado de curso na faculdade. Quase ninguém que tenha certeza de alguma coisa. Eu não conheço, infelizmente, quase ninguém que não tenha tido uma experiência muito ruim em relação a saúde mental por causa dessas questões todas da vida. Eu, inclusive.
 
Aquele “não faça isso, não vale a pena” ecoa na minha mente todos os dias. Depois dessa frase eu consegui um emprego desenvolvendo sites. Depois dessa frase eu tomei coragem no trabalho pra dizer que escrevo (e amo escrever), e agora também produzo conteúdo (um dos meus sonhos na vida era ser paga pra escrever, entendam..rs). Depois dessa frase eu fui treinadora no Django Girls, mesmo achando que eu não sabia nada e não conseguiria ajudar ninguém. Depois dessa frase eu completei mais alguns cursos e aprendi mais algumas coisas. Depois dessa frase eu tomei coragem e me inscrevi pro meu primeiro vestibular num curso de exatas. A frase ecoa e abala a minha auto confiança até hoje, mas se paro e penso em tudo que conquistei depois, talvez ela seja também responsável por me tornar mais forte e confiante. Parece contraditório, mas o “não faça” me faz acordar todos os dias querendo fazer mais, alcançar mais, mostrar que eu posso sim fazer isso.
 
Com toda essa história, o que quero dizer é: estamos em 2017, amigas. Ainda é o início de um novo milênio. Como todo início, traz consigo infinitas possibilidades. É preciso honrar todas as mulheres fortes e inteligentes que foram aos pouquinhos pavimentando o caminho pra nós. Ainda existe muito a ser feito, mas nós podemos tudo, absolutamente tudo, e nunca é tarde pra começar. Me tornei designer por oportunidade, não por escolha, e me sinto hoje finalmente escolhendo a minha vida. Pela primeira vez sinto que cada passo é uma escolha consciente e pensada. Cada passo é mais um pouco do caminho em direção ao que eu quero. Dizem que conselho não se dá, mas vou dar sim: esmorecer, talvez, mas desistir jamais. Se a poucos meses atrás eu tivesse ouvido aquele “não faça isso, não vale a pena”, eu não teria agora a noção do quanto – e quão rápido – a vida muda. Eu não teria conhecido as pessoas maravilhosas que conheci, e não teria aprendido tudo que aprendi, e não estaria agora feliz e contente estudando uma linguagem de programação desde as 8h de um domingo. Por mais que a vida pareça meio sem sentido agora, acredite, a hora em que você encontrar o que realmente ama e quer fazer, tudo flui.
O importante é não desistir de procurar.

Pense fora da casinha

Todo mundo está acostumado a conselhos sobre pensar fora da caixa, eu sei, mas esse é diferente. Fora da caixa costumeiramente significa inovação. Fora da casinha é sinônimo de loucura, insanidade, ser lelé da cuca, e esse é exatamente o caminho do meu conselho.

Há cinco anos atrás, quase seis, comecei a trabalhar como assistente de marketing em uma empresa de cosméticos. Na época ela já era legal, mas bastante desconhecida nas quebradas. Peguei a página do face com menos de mil pessoas. Lá comecei a implementar um monte de planos loucos da minha cabecinha oca. Na época a equipe de marketing era formada por duas pessoas, contando comigo, e mais uma designer “flutuante”, que depois passou a estar lá todos os dias. A gente se virava com uma verba ínfima ou inexistente. Não existia anúncio de facebook, nem ações caras, nem agência, apenas um plano e muita insanidade nas ideias.

Ao longo dos últimos anos, trabalhei ou prestei serviço pra eles mais algumas vezes, e foi incrível ver que a junção da essência que eles já tinham + as minhas loucuras em conteúdo e ideias + as outras profissionais fora da casinha que passaram por lá fizeram com que não somente a marca crescesse, mas que uma verdadeira revolução acontecesse no mundo dos cosméticos.

Se vocês não pescaram ainda, estou falando da Lola. Há cinco anos atrás ninguém falava com essa linguagem, e não existiam produtos no Brasil com essa pegada jovem e insana (honestamente, até no mundo era difícil, no máximo ti.gi e lush, né?). Com o passar do tempo, a empresa adquiriu uma identidade forte e disruptiva. Se existem agora tantas linhas multicoloridas e com linguagem ultra informal, é graças a Lola. Todo mundo começou a querer copiar. As empresas grandes começaram a ficar de olho, e vocês não tem ideia do prazer que é ter feito parte disso tudo nos meus 20 e poucos anos.

Dito isso, vamos a parte que interessa: imagina se a cinco anos atrás alguém tivesse entrado na Lola e estruturado tudo de maneira “correta” segundo as “teorias” da publicidade e do marketing? Imagina se alguém tivesse convencido os sócios a seguir um caminho “””seguro”””. Ninguém teria ouvido falar na marca, certo? Graças aos céus isso não aconteceria porque a responsável por dar corda a toda essa loucura é uma pessoa tão descolada e fora da casinha quanto todas as profissionais de marketing que passaram por lá. Uma pessoa que sempre acreditou no potencial transformador das coisas, dos cosméticos, da verdadeira beleza.

Pensem fora da casinha, criativos. Pensem fora das teorias e fora dos muros da universidade. Não deixem a faculdade limitar o potencial de vocês. Porque o que acontece é esse mar de métricas e teorias que podem até gerar crescimento, mas não geram valor. Pensem fora da casinha porque a inovação mora na loucura, não no “mas é assim que funciona”. Imaginem se todos os responsáveis por aplicativos, gadgets, sites e produtos disruptivos tivessem acordado um dia e pensado “é, não, não vale a pena”. Que mundo chato e sem graça seria o nosso, certo?

Acima de tudo, parem de tornar a internet esse lugar insosso, em que todos os sites parecem os mesmos, em que todas as chamadas parecem as mesmas. Existe lugar pra fazer a diferença em qualquer cliente. O mundo pode até parecer dos iguais, mas a glória é definitivamente dos diferentes.

Beijos de luz,

Dandara – A designer/web designer/redatora/artesã/programadora em potencial/dona de ideias insana que você respeita. HAHAHAHA