Para fins de experiência – eu vivo por elas ♥ – resolvi passar uma semana sem comer carne. Não que eu seja a maior carnívora do planeta. No geral não como carne, seja porque acho os preços extorsivos (especialmente da carne vermelha), ou somente porque não ligo muito. Com tanto legume, fruta e verdura lindos, a ideia de algo gorduroso e esquisito não me apetece muito.
Ainda assim, e levando em consideração que passei a maior parte do ano passado comendo na rua, estava me sentindo carregada. Comida de quentinha no geral é pesada, pois os pratos são pensados pra sustentar os trabalhadores braçais. Segundo o senso comum, a “sustança” é o que segura o trabalhador, então 90% da quentinha comumente é composta por arroz e feijão. Nos outros 10%, carne e um acompanhamento, que normalmente também não é nada tão saudável e feliz (macarrão, farofa, batata frita, maionese e por aí vai). Mais do que pensar nessas questões, tenho pensado muito sobre a indústria da carne e a forma como ela funciona. Além de achar absurdo e desumano, me incomoda um pouco não saber de onde vem o que eu estou comendo. Pode soar besteira pra alguns, mas acredito muito que a energia que é colocada no que comemos faz toda a diferença. Um animal que cresceu triste, confinado e teve uma morte sofrida não pode fazer bem.
Esses dias estava conversando em casa sobre como o mercado pega o que deveria ser normal – e até obrigação – e transforma em algo que justifique preços altos. Isso acontece na moda com empresas que dizem não utilizar trabalho escravo, por exemplo. Na alimentação, acontece com os orgânicos, com animais criados no pasto feito antigamente, com abate humanizado. Eu acho bastante absurdo se usar dessas premissas pra ganhar ainda mais dinheiro. Usar o “custo elevado na produção” como razão pra cobrar mais caro também não cola comigo: a diferença é que eles vão de lucro absurdo pra lucro razoável, nada mais. Não existe justificativa plausível. Acho muito triste que as modinhas da mídia tenham influência tão forte em uma coisa tão básica e necessária quanto alimentação, mas isso é assunto pra outro post! Voltando a semana sem carne:
Por todas essas questões que expus, e por não ter acesso (#proletária) a carnes de abate humanizado, resolvi fazer a experiência. No domingo fui ao hortifruti (acordei tarde e perdi a feira, uma tristeza) com minha listinha e na segunda-feira comecei. O café da manhã já postei aqui, foi uma variação daquilo todo dia (cada uma melhor que a outra). No almoço variei entre saladas e algumas preparações cozidas, e fechei os almoços da semana com um sanduíche mara: pão integral de passas, de uma padaria maravilhosa – e com preços justos – perto de casa, queijo cottage (queria ser vegana, mas o queijo não permite ahaha) e mais algumas coisinhas. Como diriam os jovens, #sextou. hahaha
Não tenho o costume de jantar, mas resolvi variar essa semana. Em alguns dias comi refeições leves e ontem comi cereal com leite de arroz (café da manhã na janta pode sim HAHA). No geral, comi mais frutas, legumes e verduras do que vinha comendo a meses. No geral, gastei bem menos dinheiro do que normalmente gasto comendo ao longo da semana. Resolvi fazer uma listinha de pontos positivos (não achei nada negativo ♥):
1 – Economia e alegria: com o dinheiro que usava somente pra almoçar, comprei comida que deu pras três refeições da semana inteira mais alguns snacks pra comer entre elas (barrinhas de nuts, cereal, leite de arroz, frutas)
2 – Me sinto mais leve e feliz: estava me sentindo morta e terminava todos os dias dolorida e inchada. Durante essa semana fui me sentindo progressivamente melhor. Nada agressivo porque a vida não muda em uma semana, mas me sinto muuuito melhor agora do que a duas semanas atrás (já estava me alimentando um pouco melhor semana passada, mesmo sem a experiência).
3 – Minha pele está lindíssima: minha pele andava horrível e mais oleosa que o normal, com os poros abertos e cheia de mini-espinhas-tenebrosas. Agora me sinto quase uma celebridade hollywoodiana. HAHA
4 – Minha alergia diminui consideravelmente: tive na semana um total de meia crise alérgica (graças a mudança brusca de temperatura). Nada de nariz escorrendo, nem de espirros, nem de coceira. Fiquei realmente impressionada!
Com tudo, pretendo continuar o experimento! Conforme for me organizando – é bem mais difícil fazer e organizar o cardápio do que comprar comida na rua, né rs – vou compartilhando aqui minha rotina, receitas e etc (incluindo tudo que der errado, porque como dizem, “é fazendo m* que se aduba a vida”! HAHA)
ps: pesquisando sobre semana sem carne no google achei esse texto do Hypeness. Bem interessante, um ponto de vista bem parecido com o meu.
Outro link ótimo é o da Segunda sem carne. Pra quem não quer começar com uma semana de estalo, que tal as segundas-feiras? ^^
Alguém aí é vegetariano ou vegano? Já fizeram alguma experiência parecida? 🙂